Críticas

Rebel Moon - Parte 1: A Menina do Fogo (2023)
LLee Rosal11 de outubro de 2025
O ChatGPT gritando, e realmente eu não entendo esse lance da câmera lenta do Snyder, ele faz uso do recurso sem qualquer significado, cada cena pra ele tem que ser um quadro ou algo assim? Puta merda, irritante. Sofia Boutella, onde você se meteu, minha filha? Volte para a luz pois tenho consideração por você.
Saltburn (2023)
LLee Rosal11 de outubro de 2025
Acho hilário que o filme em questão está sendo apontado por alguns como "pior filme já feito" quando na verdade ele não sai da boca das pessoas. Estamos vivendo a febre dos comentários extremos e emocionados, estamos mesmo no limiar do tudo é incrível ou péssimo e blablabla, enche o saco certas atitudes. Dito isso, quando Bela vingança foi lançado eu não dava nada para Emerald Fennell, isso até de fato conferir o filme. De uma forma divertida ela conta uma história com potencial de ser escandalosa e até mesmo assustadora.

Em Saltburn foi revelado ainda mais o seu estilo, seu jeito de trabalhar, e até então digo que me agrada, exceto por algumas escolhas de roteiro um tanto bobas que me fizeram sentir subestimada como espectadora. Pra mim não houve plot twist algum, estava tudo ali muito as claras desde o momento um, tampouco fiquei horrorizada por meras três cenas levemente subversivas, confesso que fiquei até um tanto instigada por uma delas, o que talvez seja bom sinal.

Tenho pra mim que Fennell tem imenso potencial, ela diverte e provoca, mas ainda não levo seus filmes tão a sério, me questiono se ela se leva a sério, pois até aqui não vejo nada tão além de algum surrealismo sarcástico em tom de comédia. Torço para que com o tempo ela afine de melhor forma sua maneira de encerrar histórias, pois ainda é o pecado que comete e como uma jovem diretora imagino que terá tempo suficiente para provar a que veio. No mais, Barry Keoghan precisa de um Oscar porque meu coração ele já tem faz tempo, Rosamund Pike é minha deusa e Carey Mulligan sou eu.

Obs: a menção a canção do Pulp me tirou do sofá, merece um print, assim como o karaokê da minha música favorita do Pet Shop Boys se tornou uma das minhas cenas favoritas, e ah, a canção de encerramento do filme, para além da cena polêmica reviveu meus tempos de MTV, cultura pop, eu gosto assim.
A Bela da Tarde (1967)
LLee Rosal11 de outubro de 2025
Não é meu favorito do Buñuel mas tem muito valor, adoro a maneira como ele consegue transmitir o consciente e o inconsciente de maneira tão natural e como seu trabalho não se deixa levar pelo tempo, relevante até os dias atuais, realmente atemporal.
Os Guarda-Chuvas do Amor (1964)
LLee Rosal11 de outubro de 2025
Que filme lindo, senhor Demy, visualmente é surreal com todas suas cores e cenários, figurino, em sua beleza poética, quanto a sua trama é pra sofrer e amar junto.
Contratei um Matador Profissional (1990)
LLee Rosal11 de outubro de 2025
O grito que eu dei quando apareceu o Joe Strummer. Mesmo já sabendo que ele ia aparecer, me julguem, o crossover música e cinema me ganha toda vez. I hired... é meu tipo de filme, ácido até a tampa, bem atuado, cru mas profundo, simples mas só que não. Me chamou demais a atenção a iluminação onde cada frame daria facilmente uma pintura de Hopper. Filmão para os sarcásticos se divertirem e como fã de Jim Jarmusch estou aqui.
Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (1966)
LLee Rosal11 de outubro de 2025
Pra mim Who's Afraid of Virginia Woolf? é um daqueles filmes se que mesclam a nossa experiência de vida, e quanto mais vivemos mais iremos compreender suas escolhas, bom, isso é meio....assustador, eu diria.
How to Have Sex (2023)
LLee Rosal11 de outubro de 2025
Achei a concepção levemente parecida com Aftersun, talvez seja um traço do tempo, estilo dos novos diretores ou algo assim, e claro, ambos tem como plano de fundo a expectativa a respeito das férias e no seu âmago aquela angustia por determinado acontecimento ou vivencia. Aqui eu senti maior identificação, sou mulher, e quase toda mulher teve alguma experiência parecida, as que não tiveram, que bom, que sorte! Adorei a forma como a diretora usa os silêncios, o desconforto das meias palavras e a sutileza dos gestos e como ela contrapõe a euforia adolescente, eleva o barulho, traduz tudo ali. Porque creio que seja isso, ser adolescente ou jovem adulto, ainda não somos bons com as palavras, a moderação. É tudo demais ou não suficiente.
Anatomia de uma Queda (2023)
LLee Rosal11 de outubro de 2025
Você nunca mais ouvirá P.I.M.P do mesmo jeito.

Tudo o que posso dizer é: fiquei com vontade de cometer uns crimes com alguns personagens. Espetacular, esse foi no nervo.
Vampire Hunter D (1985)
LLee Rosal11 de outubro de 2025
Uma das animações sombrias japonesas mais bonitas que vi, mas sou suspeita com os traços dos anos 80, logo minha opinião não é a mais considerável da Terra. Uma pena que a história não se permite aprofundar e se prende em questões estéticas, tenho a impressão que mal arranharam a superfície, ler me interessa.
Maestro (2023)
LLee Rosal11 de outubro de 2025
É tudo sobre amor.
Feliz foi a escolha da abordagem para se contar essa história e que ótimo que se afastaram da ideia já tão repetida de narrar uma biografia com a cronologia apenas lógica dos fatos. Todas as escolhas técnicas são perfeitas, fiquei embasbacada com a maquiagem, que bobagem foi aquela polemica do nariz, mas confesso que vi alguma coisa cômica ali em certos trejeitos do Cooper em uma cena ou outra, porém, nada que atrapalhasse a experiência. Ta sendo duro pra mim ter que admitir que Bradley Cooper é muito bom no que faz (haha). Enfim, ainda assim pra mim não bateu 100%, senti alguma influencia carregada dos senhores S (Spilberg e Scorsese) por trás de tudo, não que isso seja totalmente ruim. Também a Carey Mulligan, ás vezes me perdia em identificar sobre quem era o longa, me parece que ela carregou muito o filme nas costas, daí me parece que o diretor já fez isso no filme anterior, com a Gaga, porém, esse é o caso de uma biografia, não sei se caberia. Mas não nego, estou curiosa pra ver o que Cooper tem a oferecer no futuro.
Remédio Para Melancolia (2008)
LLee Rosal11 de outubro de 2025
Minha lista de mumblecore agradece.
É ótimo constatar o quanto Barry Jenkins evoluiu como diretor, sua assinatura está bem presente aqui mas ainda faltava alguma consistência; Inúmeras vezes um diálogo muito interessante se iniciava e era abandonado, depois retomado e abandonado novamente, e eram bons diálogos ou uma proposta muito boa que perdia força, em determinado momento senti impaciência justamente devido a maneira que as coisas eram conduzidas, estava interessada mas não presa o suficiente.
Assassinos da Lua das Flores (2023)
LLee Rosal11 de outubro de 2025
Demorei pra ver mas valeu a pena cada minuto. E é importante frisar pois são 206 minutos de filme. Isso aqui é uma jornada, e como Scorsese sabe conduzir belamente, além de sentir o drama real dessa história que se assemelha a tantas por aí, conheci mais os Osage através desse filme, suas vivencias, parte de seus rituais e uma pequena amostra de sua língua, um mosaico assim leva tempo para se explorar e expor. Scorsese é um contador de histórias com sensibilidade o suficiente para transmitir completa empatia, é impressionante ver que seus personagens possuem tantas camadas, o julgamento é complexo, é tudo vivo.
Folhas de Outono (2023)
LLee Rosal11 de outubro de 2025
Tô adorando Kaurismäki mas até chegarmos no terceiro ato desse aqui tava perrengue de me conquistar. Vi muitos elementos repetidos dos seus filmes, e talvez estivesse saturada deles, apesar de amar o estilo, mas no encerramento eu ponderei e graças ao quentinho no coração que foi satisfatoriamente transmitido, a graça foi alcançada, asmei.
Chol Soo Lee Livre (2022)
LLee Rosal11 de outubro de 2025
Não sabia da existência do Chol Soo Lee, confesso. Que história de vida triste e revoltante, mais uma para odiar os Estados unidos e seu sistema cruel. O documentário não foge totalmente daquele modelo que a gente já conhece, mas pelo menos tenta.
A Sociedade da Neve (2023)
LLee Rosal11 de outubro de 2025
Logicamente é bem executado. Não há o que contestar em relação a isso, cumpre o que promete, transmite as aflições e tudo mas no fim é o cinemão blockbuster que a gente já conhece, ou eu não gosto mesmo do estilo do diretor.
Till - A Busca por Justiça (2022)
LLee Rosal11 de outubro de 2025
Tenho pra mim que Chukwu se concentrou em transmitir a dor de Mamie, e nisso ela foi absolutamente bem sucedida, os gritos e o choro de Danielle Deadwyler no decorrer do longa me deixaram na beira do desconfortável, e eu acho válida essa abordagem, pois se for preciso apelar aos sentimentos para despertar essa revolta, vamos a ela. A história em si foi recontada de forma eficaz mas não tão criativa nesse aspecto cinematográfico, de qualquer forma o filme é necessário, Chukwu transmitiu a mensagem, pois essa história não pode e nem deve simplesmente cair no esquecimento.
Salò, ou os 120 Dias de Sodoma (1975)
LLee Rosal11 de outubro de 2025
O lance é focar no deboche, do ridículo, na sátira, na critica e não em quão uma cena gráfica pode ou não chocar. Nossa obsessão pelo superficial fode nossa mente todos os dias, hein.
O Rei da Noite (1975)
LLee Rosal11 de outubro de 2025
Já dava pra sacar nesse filme onde o Babenco iria dar, tava impressa ali a sua marca. Concordei demais com os comentários que li a respeito do final, mas entendo o impacto que traz ao espectador, pois fui pega nele, e é foda. Marília Pêra ta surreal.
Doutor Gama (2021)
LLee Rosal11 de outubro de 2025
Válido porque carrega a mensagem e introduz ao público uma figura que nem todos tiveram acesso, eu mesma não aprendi sobre Luís Gama na escola, espero que hoje eles ensinem, que isso tenha mudando. Mas no fim é aquelas, a abordagem acaba sendo apressada e superficial demais, servindo apenas de ponto de partida.
Cowboys de Lenigrado Vão Para a América (1989)
LLee Rosal11 de outubro de 2025
Pensando aqui com meus botões se vi uma propaganda punk da Coca Cola / zoeira.