Críticas

A Morte do Demônio: Em Chamas (2026)
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Moderno Veneza Cinema & Cultura16 de julho de 2026
Moderno Veneza Cinema & Cultura16 de julho de 2026Sem alterar a essência da franquia, 'A Morte do Demônio: Em Chamas' propõe uma leitura em que o terror nasce menos da presença dos Deadites e mais da deterioração das relações familiares. O sobrenatural potencializa conflitos que já existiam antes da primeira possessão, fazendo do horror uma consequência de um ambiente marcado pelo controle, pela culpa e pelo silêncio. Ao manter essa coerência narrativa e preservar a identidade construída ao longo de quatro décadas, o filme demonstra que ainda há espaço para desenvolver novas histórias dentro do universo criado por Sam Raimi, sem recorrer apenas à repetição de sua fórmula.
Por Andreza Nunes
Por Andreza Nunes

Devoradores de Estrelas (2026)
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lucas souza_zk15 de julho de 2026
lucas souza_zk15 de julho de 2026Bem bom, me emocionei apesar dos esforços do filme em cortar os momentos emocionantes com piadas fora do lugar.

O Convite (2026)
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Moderno Veneza Cinema & Cultura9 de julho de 2026
Moderno Veneza Cinema & Cultura9 de julho de 2026É redundante dizer que 'O Convite' é um dos melhores filmes do ano, em meio a outras gratas surpresas de produções autorais originais e fracassos de blockbusters. Obter convites assim instigantes e curiosos é lisonjeável, e não podem ser ignorados ou desperdiçados – por outro lado, não é todo mundo que consegue receber tais convites tão bem.
Por Everaldo Júnior
Por Everaldo Júnior

Dragões: A Lenda do Dragão Quebra-Ossos (2010)
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Maria arielly3 de julho de 2026
Maria arielly3 de julho de 2026Contém spoilers
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Supergirl (2026)
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Ander Cover28 de junho de 2026
Ander Cover28 de junho de 2026Para mim, o maior ponto positivo é a própria Kara. A personagem da Supergirl em si é muito carismática e envolvente. Você se apega às suas dores. Arrisco a dizer que me simpatizei bem mais com a Supergirl/Kara da Milly Alcock do que com o Superman/Clark do David Corenswet no filme dele.
Sobre o Lobo: é o casamento perfeito com Momoa. Todos já sabíamos disso, é um coadjuvante de luxo que talvez possa servir algum spin-off divertido futuramente no DCU.
Agora a personagem que supostamente era pra ter uma conexão forte com a protagonista, Ruth, juntamente com o vilão que supostamente seria um psicopata com trejeitos de Coringa do espaço….. são as partes mais chatas do filme. Não vejo outro adjetivo melhor para isso.
De resto, “Supergirl” tem ideias bacanas, mas outras nem tão inspiradas. Creio que o hate tá sendo um pouco desproporcional, eu acho. É só mais um filme de herói que não muda a roda (assim como o próprio “Superman” do Gunn). Não acho que seja papo de “crise no DCU”. Os personagens tão bacanas pelo menos, os filmes em si que tão capengando. Só o tempo dirá se deu certo ou não.
Sobre o Lobo: é o casamento perfeito com Momoa. Todos já sabíamos disso, é um coadjuvante de luxo que talvez possa servir algum spin-off divertido futuramente no DCU.
Agora a personagem que supostamente era pra ter uma conexão forte com a protagonista, Ruth, juntamente com o vilão que supostamente seria um psicopata com trejeitos de Coringa do espaço….. são as partes mais chatas do filme. Não vejo outro adjetivo melhor para isso.
De resto, “Supergirl” tem ideias bacanas, mas outras nem tão inspiradas. Creio que o hate tá sendo um pouco desproporcional, eu acho. É só mais um filme de herói que não muda a roda (assim como o próprio “Superman” do Gunn). Não acho que seja papo de “crise no DCU”. Os personagens tão bacanas pelo menos, os filmes em si que tão capengando. Só o tempo dirá se deu certo ou não.

Faces da Morte (2026)
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Lucas Cine26 de junho de 2026
Lucas Cine26 de junho de 2026Que o cinema passou por várias destruições e reconstruções de mortes concretas da linguagem sejam na maneira de consumir (vhs/dvd/streaming) ou de mercantilismo da arte (cinema vs pirataria), isso é evidente e utilizado como narrativa em várias produções; Faces da morte busca um tal lugar nesse debate utilizando o filme original como matéria prima da metalinguagem mas falha retumbantemente quando não consegue nem criar o básico do gênero do horror e seus signos.
Um protótipo de Slasher que nunca chega em seus ápices imagéticos, narrativos e tampouco de estrutura de linguagem para comunicar algo nesse filme que se aproxima muito de filme denuncia (leia-se como um episódio ruim de black Mirror que parece propaganda governamental para conscientizar algum problema social). Lembrei bastante de Rede Tóxica (2025) e como lá é a mesma história que apesar de corroborar com esse olhar até meio conservador sob o mercado de trabalho de pessoas lidando com o digital e suas personalidades, consegue ter o mínimo de tensão.
Todos os tropos são encontrados aqui desde ações , construções de personagens , retratação da internet e a maneira que lida com o legado -mesmo que turvo- do filme original no seu assassino cruel; estabelece uma investigação barata para uma resolução corrida que por sua vez não alcança de maneira alguma a brutalidade que tanto ensaiou durante a outra metade. A insinuação do que a personagem de Barbie Ferrera (Margot) vê enquanto moderadora de conteúdo é bem mais brutal e indigesto do que toda a sequência final.
Um filme com checklist:
Personagens com tomadas de ação telegrafadas✅
Planos no rosto de personagens gritando✅
Uso insolente -e infantil- da internet como ferramenta do mal✅
Descrença de todos ao redor da protagonista de toda a investigação dela✅
Dedinhos rápidos e barulhinhos de computador com planos intragáveis de olhares para a tela✅
Diálogo sobre remake, releitura, e que as pessoas querem ver✅
E por aí vai…
Um protótipo de Slasher que nunca chega em seus ápices imagéticos, narrativos e tampouco de estrutura de linguagem para comunicar algo nesse filme que se aproxima muito de filme denuncia (leia-se como um episódio ruim de black Mirror que parece propaganda governamental para conscientizar algum problema social). Lembrei bastante de Rede Tóxica (2025) e como lá é a mesma história que apesar de corroborar com esse olhar até meio conservador sob o mercado de trabalho de pessoas lidando com o digital e suas personalidades, consegue ter o mínimo de tensão.
Todos os tropos são encontrados aqui desde ações , construções de personagens , retratação da internet e a maneira que lida com o legado -mesmo que turvo- do filme original no seu assassino cruel; estabelece uma investigação barata para uma resolução corrida que por sua vez não alcança de maneira alguma a brutalidade que tanto ensaiou durante a outra metade. A insinuação do que a personagem de Barbie Ferrera (Margot) vê enquanto moderadora de conteúdo é bem mais brutal e indigesto do que toda a sequência final.
Um filme com checklist:
Personagens com tomadas de ação telegrafadas✅
Planos no rosto de personagens gritando✅
Uso insolente -e infantil- da internet como ferramenta do mal✅
Descrença de todos ao redor da protagonista de toda a investigação dela✅
Dedinhos rápidos e barulhinhos de computador com planos intragáveis de olhares para a tela✅
Diálogo sobre remake, releitura, e que as pessoas querem ver✅
E por aí vai…

Caminho sem Volta (2000)
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Lucas Cine26 de junho de 2026
Lucas Cine26 de junho de 2026Escalada da narrativa de James Gray expandindo as crises impessoais que apresentou em seu primeiro longa para um campo externo da crua realidade estadunidense dos metrôs incorporados em um jogo dialético da justiça corporativa x justiça das ruas e seus lacaios como meras peças movimentadas a belo prazer de um sistema sócio político e econômico que nunca vai acabar. Um dos papéis mais expressamente notáveis de Mark Wahlberg -junto com Boogie Nights- que constrói através do olhar esse personagem introspectivo, mas cheio de objetivos e vontade de sair do crime institucionalizado.
Gray encontra uma cênica perfeita para comunicar esse encontro do seu eu (im) perfeito com suas conjunturas em reconstrução por uma possibilidade que foi dada através de uma diplomacia esquematizada para que tudo “fique bem” entre seus acordados.
Mesmo com seus erros, todos personagens não deixam de ser humanos em nenhum instante, fazendo toda a fotografia urbana e câmera na mão casarem como um balé fluido de violência, falha sistêmica e o sonho americano derretendo pelas mãos; o mesmo trem que você chega, cheio de esperança e otimismo é o mesmo que você retorna com um olhar vazio, equalizado com otimismo o bastante para te manter de pé e acordar no próximo dia.
Novamente as luzes e sombras são registros da persona como ectoplasmas ambulantes buscando saída de suas prisões próprias.
Gray encontra uma cênica perfeita para comunicar esse encontro do seu eu (im) perfeito com suas conjunturas em reconstrução por uma possibilidade que foi dada através de uma diplomacia esquematizada para que tudo “fique bem” entre seus acordados.
Mesmo com seus erros, todos personagens não deixam de ser humanos em nenhum instante, fazendo toda a fotografia urbana e câmera na mão casarem como um balé fluido de violência, falha sistêmica e o sonho americano derretendo pelas mãos; o mesmo trem que você chega, cheio de esperança e otimismo é o mesmo que você retorna com um olhar vazio, equalizado com otimismo o bastante para te manter de pé e acordar no próximo dia.
Novamente as luzes e sombras são registros da persona como ectoplasmas ambulantes buscando saída de suas prisões próprias.

Fuga para Odessa (1994)
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Lucas Cine26 de junho de 2026
Lucas Cine26 de junho de 2026Freddy Krueger já é lenda
Como em seu primeiro curta, James Gray faz um tipo de desmistificação do cinema de máfia encontrando nas sombras a encarnação do caráter de cada personagem e seus algozes; a família em torno da lenda Joshua e como a pequena Odessa o rejeita, encorpando esse ódio em todos os moradores de lá que já se encontraram com ele. Tim Roth cria uma persona fria, dialogando exatamente com a formalidade daquele ar gélido da pequena cidade.
O conflito de gerações está presente mas não cria atritos para que se torne uma crise narrativa dentro do filme.
“Quando um menino tem 6 anos ele diz que seu pai pode fazer tudo. Quando ele chega aos 12, ele diz que seu pai pode fazer quase tudo. Aos dezesseis anos, ele diz que o pai é um idiota. Quando ele tem 24 anos, ele diz então que seu pai não era tão idiota. Depois, anos 40 anos, ele diz: ah, se eu pudesse perguntar isso ao meu pai... Receio que os meus filhos nunca vão dizer isso”.
Como em seu primeiro curta, James Gray faz um tipo de desmistificação do cinema de máfia encontrando nas sombras a encarnação do caráter de cada personagem e seus algozes; a família em torno da lenda Joshua e como a pequena Odessa o rejeita, encorpando esse ódio em todos os moradores de lá que já se encontraram com ele. Tim Roth cria uma persona fria, dialogando exatamente com a formalidade daquele ar gélido da pequena cidade.
O conflito de gerações está presente mas não cria atritos para que se torne uma crise narrativa dentro do filme.
“Quando um menino tem 6 anos ele diz que seu pai pode fazer tudo. Quando ele chega aos 12, ele diz que seu pai pode fazer quase tudo. Aos dezesseis anos, ele diz que o pai é um idiota. Quando ele tem 24 anos, ele diz então que seu pai não era tão idiota. Depois, anos 40 anos, ele diz: ah, se eu pudesse perguntar isso ao meu pai... Receio que os meus filhos nunca vão dizer isso”.

Cowboys and Angels (1991)
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Lucas Cine26 de junho de 2026
Lucas Cine26 de junho de 2026Nunca assisti nada que não fossem os filmes blockbusters do James Gray; gostei demais em como ele cria os ambientes, apresenta os personagens a partir de diálogos jogados e que logo vão tomando forma, impactando a virada brusca do lado sujo que aquilo tudo tem. Me lembrou Um lance no escuro (1975) em como a investigação pode sair do campo da observação e acabar tornando vítimas as pessoas que você deveria proteger. Curta muito bem esquematizado, fluido de acompanhar e lindo de assistir.
Ps: tudo isso enquanto Gray estava na faculdade. Absurdo.
Ps: tudo isso enquanto Gray estava na faculdade. Absurdo.

Akira (1988)
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Lucas Cine26 de junho de 2026
Lucas Cine26 de junho de 2026Cyber punk e o body horror como catalisador político do Japão pós-guerra
Todas as teorias e elogios ao filme nesse ponto já devem estar escancaradas em todos os lugares possíveis. E isso com muito merecimento. Chego bem atrasado na festa mas vou dar meus 2 centavos de tudo que amei e que já fui agraciado na manhã seguinte pós sessão com a notícia de que vai haver uma reexibição do filme logo logo.
Se no ocidente o pós 11 de setembro é quase um subgênero no cinema estadunidense dos anos 2000, o cinema asiático muito antes -sem criar fantoches- já sofria por suas própria guerras e transportava esses medos para a tela do cinema através da fantasia, como fizeram com Godzilla, Gojira e com os autores do cinema de gênero pensando nas crises e traumas deixados para a posteridade impactando na economia e cultura.
Todas essas constatações constituem todo o texto de Geoffrey L. Dietz, elucidado pela idílica Neo-tokio particionando seu o filme em blocos, apresentando aquela realidade e apresentando as crises de cada personagem que estão mais preocupados em sobreviver do que aproveitar a falsa sensação de liberdade e bem estar que a hiper estimulação do capitalismo traz.
Todo esse caminho leva até os párias da sociedade; a gangue de motoqueiros liderada por Shotaro Kaneda contra o mundo, o sistema e a gangue de motoqueiros rivais, os palhaços. Uma guerra civil em status quo prestes a implodir pelo nível de descontentamento que vivem pelo não pertencimento e pela falta de acesso, mesmo com tantas oportunidades a sua volta.
Muito mais em breve.
Todas as teorias e elogios ao filme nesse ponto já devem estar escancaradas em todos os lugares possíveis. E isso com muito merecimento. Chego bem atrasado na festa mas vou dar meus 2 centavos de tudo que amei e que já fui agraciado na manhã seguinte pós sessão com a notícia de que vai haver uma reexibição do filme logo logo.
Se no ocidente o pós 11 de setembro é quase um subgênero no cinema estadunidense dos anos 2000, o cinema asiático muito antes -sem criar fantoches- já sofria por suas própria guerras e transportava esses medos para a tela do cinema através da fantasia, como fizeram com Godzilla, Gojira e com os autores do cinema de gênero pensando nas crises e traumas deixados para a posteridade impactando na economia e cultura.
Todas essas constatações constituem todo o texto de Geoffrey L. Dietz, elucidado pela idílica Neo-tokio particionando seu o filme em blocos, apresentando aquela realidade e apresentando as crises de cada personagem que estão mais preocupados em sobreviver do que aproveitar a falsa sensação de liberdade e bem estar que a hiper estimulação do capitalismo traz.
Todo esse caminho leva até os párias da sociedade; a gangue de motoqueiros liderada por Shotaro Kaneda contra o mundo, o sistema e a gangue de motoqueiros rivais, os palhaços. Uma guerra civil em status quo prestes a implodir pelo nível de descontentamento que vivem pelo não pertencimento e pela falta de acesso, mesmo com tantas oportunidades a sua volta.
Muito mais em breve.

Guerra dos Mundos (2005)
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Lucas Cine26 de junho de 2026
Lucas Cine26 de junho de 2026Gosto como Spielberg transpõe para a tela seus ideais e crenças no que um dia já foi um lugar de esperança e otimismo (contatos, Et) se moldando para um lugar mais cauteloso e de medo; um medo meio institucional não pelas possíveis criaturas que habitam no imaginário do diretor, mas sim das possibilidades de auto destruição bélica que em meio a essas guerras acabam afetando a gente também. E se nesses dois filmes anteriores que citei o diretor constrói a comunicação como mútua, a colaboração do coletivo e a confiança no desconhecido, aqui vira um terreno de reconhecimento na qual os humanos não sabiam, mas estavam sendo estudados a anos.
A desconstrução da família estadunidense de margarina solar é desmontada assim como em filmes anteriores, mas aqui com um toque especial de esperança na mudança que Tom Cruise brilhantemente imprime no seu errático personagem; um pai que trabalha em abusivas horas e tenta conciliar os sentimentos turvos que a separação com a mãe deles deixou. O que é claramente transmito para seus filhos os tornando espelhos da infância e juventude dentro de toda aquela dinâmica desse trio tentando sobreviver ao fim do mundo, que não é tão distante do caos que viviam nos finais de semana que passava na casa do pai.
Lembro que quando assisti esse filme mais novo me incomodava muito a luz saturada e como era “estourado” igual ao que ele utiliza em Minority Report. Hoje em dia não só entendo o que ele quer comunicar, também enxergo como um milagre existir um filme de ação/ficção científica tão bem iluminado assim e em uns momentos lindos como o que destaco na capa que escolhi do filme. O que imagino ter sido pensada para reforçar uma ideia central do filme: de que o mundo “normal” está desmoronando em um ambiente cada vez mais instável, sujo e emocionalmente caótico. Trabalho fantástico do diretor de fotografia Janusz Kamiński, que já havia trabalho com Spielberg em seus dois longas anteriores.
A desconstrução da família estadunidense de margarina solar é desmontada assim como em filmes anteriores, mas aqui com um toque especial de esperança na mudança que Tom Cruise brilhantemente imprime no seu errático personagem; um pai que trabalha em abusivas horas e tenta conciliar os sentimentos turvos que a separação com a mãe deles deixou. O que é claramente transmito para seus filhos os tornando espelhos da infância e juventude dentro de toda aquela dinâmica desse trio tentando sobreviver ao fim do mundo, que não é tão distante do caos que viviam nos finais de semana que passava na casa do pai.
Lembro que quando assisti esse filme mais novo me incomodava muito a luz saturada e como era “estourado” igual ao que ele utiliza em Minority Report. Hoje em dia não só entendo o que ele quer comunicar, também enxergo como um milagre existir um filme de ação/ficção científica tão bem iluminado assim e em uns momentos lindos como o que destaco na capa que escolhi do filme. O que imagino ter sido pensada para reforçar uma ideia central do filme: de que o mundo “normal” está desmoronando em um ambiente cada vez mais instável, sujo e emocionalmente caótico. Trabalho fantástico do diretor de fotografia Janusz Kamiński, que já havia trabalho com Spielberg em seus dois longas anteriores.

O Pagamento Final (1993)
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Lucas Cine26 de junho de 2026
Lucas Cine26 de junho de 2026Um dos filmes mais concisos em termos de encenação que já assisti de De Palma. Abarca a jornada do errático Carlitos Brigante em uma criação eterna de tensão emulando aquela vida que busca mais pelo respiro de se ver fora do mundo do crime, do que qualquer outra coisa. Um romance genuíno quando a personagem Gail entra em cena moldando toda aquela realidade, as músicas, o olhar esperançoso de Carlitos e como isso desvanece quando chegamos na reta final do conto desse personagem fantástico que é Carlitos.
A sequência de perseguição desse aqui está para a sequência de abertura de Olhos de Serpente como as melhores coisas que De Palma já fez.
A sequência de perseguição desse aqui está para a sequência de abertura de Olhos de Serpente como as melhores coisas que De Palma já fez.













