Críticas

Jane B. por Agnès V. (1988)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Cá entre nós, sem exageros, Agnès Varda foi genial, que mulher sensata, profunda, sensível, coesa, criativa e tantas outras coisas mais. Aqui ela vai muito além do documentário, a obra a respeito da Jane Birkin ultrapassa qualquer rotulo, é grande, e é lindo. Quem conhece ao menos alguma parcela da trajetória da Jane vai saber separar o ficcional do não ficcional mas quem não conhece nada ou quase nada vai ficar intrigado, tem pra todo mundo. Para além do formato que é único por si só, que linda fotografia, figurino, composição, enquadramento, tudo tudo...

Estranhos Prazeres (1995)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Estava esperando um filme passável com temática cyberpunk, no máximo esteticamente interessante como Blade Runner e com extra de cenas da Juliette Lewis performando um rock n roll e um Fiennes gatinho pra servir de colírio e nada mais. Fui impactada com um roteiro robusto que mescla revolução, cinema investigativo, critica social e os caraio. Que belo filme, valeu a espera de tantos anos na fila, verei de novo com toda certeza. Angela Bassett, mulher, te venero. Tom Sizemore, saudades.

Harry e Sally: Feitos um para o Outro (1989)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Harry & Sally não permaneceu intacto as ações do tempo, algumas coisas aqui não envelheceram bem, alguns discursos do Harry são meio babaquinhas e não sei, é possível mesmo se apaixonar fácil pelo cara que é namorado da sua amiga e tenta te pegar na primeira oportunidade, e ainda manda o discursinho que homens e mulheres jamais poderiam ter uma amizade verdadeira? Aí ele acaba por cair na própria armadilha, detalhes. Fora a isso o filme é uma graça e tanto Meg quanto Billy estão charmosos de morrer.

Ficção Americana (2023)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Premissa bem interessante, necessária e atual, mas ainda assim gostaria de ver mais desenvolvimento, parece que em determinado momento American fiction começa a se repetir e não entendi necessariamente onde estávamos indo. Mas que venham mais longas sobre o assunto, me interessa demais.

Live Forever (2003)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Queria muito saber se naquele papo da androgenia o Liam tava falando sério ou de zoeira com o entrevistador, porque não é possível! Documentário interessantíssimo, tanto pra quem já conhece tudo sobre Britpop ou quem ainda vai conhecer e terá esse primeiro contato. Pena que John Dower tem uma opinião muito bem formada a respeito de sua banda favorita

A Separação (2011)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Surpreendente. A julgar pelo que o filme sugere é fácil pensar que se trata apenas do núcleo do divórcio de um casal dentro de um sistema conservador, o que já gera por si só bastante pauta, mas lentamente o filme agrega outros assuntos em volta do tema central, suas consequências e conflitos em cascata e a realidade dos fatos impressiona o espectador além de trazer reflexões seríssimas. Grata surpresa agradeço demais ao amigo que me indicou o longa.

Beautiful Noise (2014)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025O formato não é dos mais palatáveis, engessado pacas, realmente pouquíssimo dinâmico mas o assunto faz tudo valor a pena, todos os meus amores da música estão aqui.

Dinheiro Fácil (2023)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Jurava que veria um filme bem mais bobinho cobrindo o assunto da maneira mais superficial possível e quebrei a cara. Além de explicar muito bem todo o tramite aos que não manjam nada do mercado, dão contexto a uma época que com certeza entrará para a história e que certamente todo mundo que viveu vai recordar detalhadamente quando rever esse filme. Elementos como a música que tocava na época, as lives, o Tik tok, a quarentena, o uso de mascara devido aos riscos da pandemia de covid e outras coisas. É um dos primeiros filmes que assisto que trazem esses elementos de forma quase coadjuvante aos fatos nos levando novamente aquele momento.

Pobres Criaturas (2023)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Juro que fiquei com preguiça de pensar sobre esse filme logo assim que ele terminou e quase não escrevo uma resenha sobre ele. Yorgos Lanthimos é um dos diretores que até o momento vinha me agradando demais, sua abordagem malucona e polêmica é fresca e traz ideias bem fora da caixinha mesmo, mas aqui eu senti que era apenas estética e técnica. Achei fraquinho e bastante errado caso a ideia seja vender algum tipo de feminismo, na verdade, o filme fala muito mais sobre homens e suas inseguranças do que sobre mulheres. No mais, o filme tem uma sacada legal no quesito figurino, cenografia, fotografia e etc, questões técnicas no geral, e as atuações são surreais mesmo. Ainda assim, pra mim não rolou.

Zona de Interesse (2023)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Interessante pensar que muitos apontaram Zona de interesse como filme chato, monótono, pra dormir, acho que isso diz muito sobre a maneira que encaramos o mundo hoje em dia, indiferentes, apáticos a toda representação de nossa experiencia humana, insensíveis e de tão acostumados ao sensacionalismo intolerantes a reflexão. Glazer acabou trazendo uma experiencia que é quase uma prova de empatia que nem todos conseguem passar.

A Batalha de Solferino (2013)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Tô buscando me aprofundar na obra da Triet, e aqui já fica evidente alguns elementos do seu estilo. Assim como em Anatomia de uma queda, Batalha de Solferino possui muitos pontos de vista, muito debate, é claro mas ao mesmo tempo ruidoso, mas aqui senti que ela escorregou em algumas escolhas, talvez nessa dúvida em querer ou não apaziguar questões próximo ao desfecho do longa. Tenho pra mim que ela está refinando seu trampo, mesmo que aqui tenhamos aproximadamente uma década de diferença já da pra enxergar seu caminho.

Amor (2012)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Se envelhecer sozinho é foda, já pensou ver a única pessoa que você tem minguar? Olha, mexeu com meus medos mais profundos.

Duna: Parte 2 (2024)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Villeneuve teve uma sacada ótima, soube usar muito bem os elementos que ele cuidadosamente introduziu no primeiro filme, assim não precisou se repetir ou perder tempo, entrou de cabeça na ação e seguiu adiante com o enredo magistralmente. Até mesmo as coisas que modificou ou retirou da história é notável o cuidado com que o fez. Não desagradou quem leu, o que seria fácil de acontecer, e não entediou ou confundiu que não leu a saga. Espero de verdade que venha pelo menos mais um e nesse nível porque está sendo um deleite viver esse cinema.

Monstro (2023)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025A sutileza visceral do cinema do Koreeda faz a gente querer chorar e se indignar. Transporta sem pedir licença para uma vivencia que achávamos que não poderíamos. É empatia pura.

Estrada para Lugar Nenhum (1997)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Se o Araki não me pegou (tanto) com Doom Generation me pegou aqui. Ele é realmente a voz de uma geração, hã? Queria ter visto esses filmes na minha adolescência, pois com certeza iria pirar em outros níveis, mas de qualquer forma ainda tá valendo. Meu primeiro filme do Araki foi Mistérios da carne, excepcional mas diferente dessa loucura borbulhante e desesperadora retratada na trilogia do Apocalipse adolescente. Já aqui um comentário não tão agregador: James Duval é um muso, lindo, fofo, solitário, confuso, perdido, da vontade de cuidar.

Wonka (2023)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Dentre as adaptações de Willy Wonka esse aqui é o mais fraquinho, claro ele é mais infantil e mais inocente em aspectos mais abrangentes, não busca tanto aquela acidez que as outras adaptações possuem. É para crianças e é isso. Dois pontos bem positivos são as canções e a beleza dos chocolates que são muito mais sutis que os outros e reais em sua maioria. E tem um pouco fraco de matar que vou me questionar por um bom tempo " Por que logo o Hugh Grant para Oompa Loompa?" Eu hein.

Abrigo Nuclear (1981)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Grata surpresa. O enredo não é nada bobo, figurino e ambientação 10/10, só as atuações que são bastante superficiais, porém isso não chega nem a incomodar, fiquei feliz em descobrir esse filme, um exemplar vivo de que o Brasil manja muito sim.

Animal Room (1995)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Saber o que esperar eu não sabia mesmo, mas fato é que tinha muita abertura para pouco filme, muita tensão para pouco roteiro. Me pareceu ter muito potencial e tanto Neil Patrick Harris quanto Matt Lillard estavam ótimos, principalmente Lillard que sempre me deixa com impressão que poderia ter sido tão melhor aproveitado ao longo dos anos 90.

Thelma & Louise (1991)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Eu chorei nesse caraiooo, ou melhor, nessa bucetaaa hahahaha e ai mulheres, cês são Thelma ou Louise? Eu me vi como Louise, preciso me reconectar com a minha Thelma do coração.
