Críticas

O Astronauta (2024)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Mais conhecido como o filme que serviu ASMR do Paul Dano, brincadeiras a parte, fiquei interessada pelo livro, a premissa apesar de batida é interessante e esse parece mais um caso de: "Netflix não soube executar direito". Aquele desserviço que eles costumam e teimam em seguir fazendo. Até uma Isabella Rossellini eles fizeram questão de desperdiçar.

Eu, Christiane F., 13 Anos, Drogada e Prostituída (1981)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Esse traumatiza mais que o PROERD.

Cobain: Montage of Heck (2015)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Edição impecável, fiquei vidrada nas animações feitas com as paginas do diário do Kurt, dentre outras animações narrando fatos de sua vida, produção linda mesmo, e eu como fã de Nirvana desde a pré adolescência me vi surpresa com a quantidade de detalhes, fotografias da infância do musico, testemunho de parentes, filmagens de sua vida privada quando adulto, mas aí é claro, já avançamos para uma super exposição, o que beira o incomodo, mas ao mesmo tempo auxilia uma leitura mais aprofundada de todas questões e consequências em sua vida. Mas daí uma questão extremamente chata, em certo ponto o documentário faz apologia demais a Courtney Love, tanta que nem temos Dave Grohl, ele mal existe no documentário. Sei que é um documentário sobre o Kurt e não sobre o Nirvana mas o Nirvana é parte de quem o Kurt foi, enfim. E eu digo isso como fã da Courtney, do Hole e de todo o movimento do rock feminista, que eu amo de paixão, mas até mesmo no documentário da baterista da própria banda ela dá declarações meio complicadas, e eu não acredito que de fato é o que ela seja mas o que tenta passar. Essa questão me deixou com uma pulga atrás da orelha e amargou um pouco algo que eu tava apreciando demais.

Dente Canino (2009)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025A proposta em si é interessante, algumas sacadas embalam, como a dinâmica dos aviões ou vocabulário, são exemplos muito bem executados de como se alienar o indivíduo em sua criação, mas tem bastante coisa desnecessária aí, alguns eventos não encontrei o que justificasse o desenvolvimento, então, fiquei naquelas. Do diretor ainda gosto imensamente mais (?) de outros filmes, como A lagosta e o sacrifício do cervo sagrado.

Começar de Novo (2006)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Assistindo a trilogia de Oslo totalmente fora de ordem, me convém enfatizar que Trier é um diretor a se prestar atenção, tem seus altos e baixos mas até os baixos são bons. Senti profunda empatia por Philip, digo que até uma certa identificação, assim como senti por Julie em A pior pessoa do mundo, me parece que nos filmes de Trier encontramos pessoas reais e comuns, "gente como a gente" em suas trajetórias meio desconcertadas. Em reprise não gostei muito da montagem, apesar de ser o tipo que eu adoro acompanhar cinematograficamente, mas me atrapalhou um pouco em desenvolver uma conexão ainda mais profunda com o enredo.

Traga-me Alecrim (2009)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Os Safdie são ótimos e de uma humanidade que encanta, e bom, eu amo mumblecore, pretendo gabaritar um dia. Esse só não bateu muito para mim por questões tão pessoais que me bloqueiam, toda vez que me deparo com essa abordagem tento mas a identificação nunca vem fácil.

Morte, Morte, Morte (2022)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Doido é quem leva esse filme a sério, mas é inegável que ele faz um retrato caricato muito engraçado da geração tik tok. Outra coisa igualmente legal de apontar são as referencias do cinema de terror slasher, onde muito possivelmente o espectador levado a acreditar nesse tom inicial do filme compra a proposta e tenta já a partir dos primeiros minutos adivinhar quem seria o assassino, a formula da qual já estamos tão acostumados nos leva a preguiça de pensar em alguma outra possibilidade, partindo dessa ideia a conclusão pode bater diferente para cada espectador. Enfim, apesar da nota baixa o filme tem lá seu entretenimento e alguma critica em sua superficialidade, e a gente sabe, se ele fez o barulho que fez é porque cutucou alguém.

Closet Land (1990)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Só precisaram do Alan Rickman e Madeleine Stowe numa salinha a meia luz e eu não dormi por uma semana. "You can break my body, but you can't break my mind"

Vampira Humanista Procura Suicida Voluntário (2023)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025É realmente evidente algumas semelhanças com o Garota sombria caminha pela noite, mas também é bastante evidente uma certa diferença incomoda em relação ao filme persa, a protagonista. Fui cheia de expectativa conferir esse, o título é instigante, charmoso e o assunto dos meus favoritos, ainda mais nesse viés vampiras mulheres deslocadas de sua sociedade vampiresca. De todos elementos do filme a personagem protagonista é o menos interessante, suas questões impostas sim, a personagem em si não, Sasha é chata, mimada e conformada, um tanto chantagista e nada tem de humanista, e para além disso o roteiro é adolescente demais pra mim, e costuma recorrer até demais a soluções de filmes bobinhos de terror dos Estados Unidos. Felizmente quando Sasha conhece Paul temos alguns momentos um pouquinho mais interessantes e as coisas avançam, não muito, mas o filme encontra seu terreno mais firme.

Totally F***ed Up (1993)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Bom, agora a gente já sabe de onde o Araki saiu. O ponto de partida foi bem aqui e dou graças.

La Boum - No Tempo dos Namorados (1980)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Uma delicia de filme pra passar o tempo e lembrar daquele fase da vida que se está bem entre infância e adolescência, onde tudo significa algo maior e as preocupações são de origem ingênua. Bom que em meio de tudo isso há uma trama familiar maior que eu nem consegui identificar com trágica ou cômica mas que segue entretendo e preenchendo o filme com elementos da vida adulta também. Um verdadeiro chuchuzinho oitentista por aqui.

Depois do Casamento (2006)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Começa lento, lento, quase não se faz ideia do que virá, nesse momento é importante confiar em Susanne Bier. Senti que Depois do casamento é uma avalanche de acontecimentos profundos e complexos sobre a relação humana em diferentes níveis, a cada novo acontecimento e revelação eu ficava boquiaberta e confesso que no 3º ato me encontrei à beira das lágrimas. Trampo incrível e ao mesmo tempo simples, bem executado e de elenco maravilhoso, é mesmo como assistir a uma novela muito boa, boa até demais. E eu não consigo acreditar que conseguiram enfiar um remake desse filme, não quero nem ver, haha.

Contos de Terramar (2006)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Mesmo não entrando na lista dos mais legais do estúdio ainda possui sua magia e consegue comover, fiquei tentada a ler porque de quebra sou fã da Le Guin.

O Porteiro da Noite (1974)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Não sei se fico mais chocada pelo longa em si ou por quem diz se tratar de um dark romance. O que vocês tem na cabeça?

Lady Oscar (1979)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Não tem jeito tô fascinada nessa história e a felicidade que fiquei em saber que Jacques Demy adaptou é incalculável. Puro deleite.

Saneamento Básico, O Filme (2007)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025A cara do Furtado, o tipo de filme que pensamos quando citamos o diretor, uma comédia competente com certos elementos de metalinguagem relacionados ao próprio cinema e alguma menções culturais à moda brasileira.

Pecadores (2025)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Minhas expectativas estavam altíssimas e no fim das contas eu não sabia ao certo o que esperar. O resultado geral aqui foi positivo, em alguns aspectos mais do que outros. Tem me pirado essa nova vertente do cinema negro de terror, daqui há alguns anos vamos olhar para trás e apreciar ainda mais essa trajetória. Porém, falando de Sinners, o que mais curti foram as outras abordagens culturais e históricas do que o terror, a ideia do terror em si faltou, pois a impressão que tive é que tudo relacionado ao terror aqui já havia sido contado no trailer. Ainda assim, belíssimo filme, muito bem vindo.

Mississippi em Chamas (1988)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025A magia esta mesmo no contraste dos personagens Dafoe e Hackman aqui estão fabulosos, alias, que falta Hackman faz. No mais a história não é lá tudo isso e a falta de um protagonismo negro foi sentida. Não sei se comprei muito o drama da personagem de Frances McDormand, não por culpa dela, é claro, mas pelo seu envolvimento com um dos agentes.

The Watermelon Woman (1996)
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Lee Rosal11 de outubro de 2025
Lee Rosal11 de outubro de 2025Fiquei vidrada em Watermelon Woman, de cara me identifiquei com a protagonista em sua obsessão de perseguir uma história e desenterrar fatos. Tenho pra mim que quem tem a gana mesmo de se tornar um documentarista, diretor de cinema, que seja, quando se depara com esse filme sente aflorar ainda mais essa vontade. É um filme perfeito em suas imperfeições e justamente porque tenta não ser irretocável, tão humano e cheio de vontade como seus personagens, e ah, mais um que é a cara dos anos 90. Favoritasso, com certeza.
