Qual é o Melhor Filme do Oscar 2026?

Críticas Gerais

Estou escrevendo este texto há dois dias do Oscar 2026. A essa altura do campeonato, você provavelmente já deve estar cansado de ouvir falar sobre os mesmos filmes o tempo todo. Pecadores isso, Agente Secreto aquilo e por aí vai. Admito que também estou, mas faz parte. 

Esse texto, na verdade, é uma forma que encontrei de compensar o fato de que eu não consegui escrever sobre todos os indicados a categoria principal esse ano. Todos eles renderiam um bom texto? A julgar pela qualidade dos filmes, não, mas, a julgar pelo próprio ofício da crítica de cinema, sim, pois até mesmo o filme mais xexelento pode render um excelente texto nas mãos do crítico certo. 

Dito isso, serei breve nos comentários aqui. Dois a três parágrafos por filme, no máximo. O suficiente para eu sintetizar minha ideia geral sobre a própria obra e também sobre o seu posicionamento de campanha dentro da premiação esse ano.

Ah, e, como recompensa para o leitor que chegar ao final, deixarei listadas as minhas apostas e torcidas pessoais para os vencedores da premiação. Prometo que será divertido.

Foto: Netflix

10º Sonhos de Trem

Alguns anos, acontece um alinhamento do pior filme da categoria principal ser, realmente, uma atrocidade. Emilia Perez é o exemplo mais notável dos últimos anos, mas também tivemos Belfast, Bela Vingança, Vice, Até o Último Homem e muitas outras bombas. Esse ano, felizmente, não estamos nessa situação, pois o longa de Clint Bentley não é uma afronta e nem ofende ninguém, mas é uma labuta. 

Como me ocorreu ao assistir seu filme anterior, Sing Sing, sinto o tempo todo as engrenagens trabalhando para fazer o espectador se emocionar, deslumbrar e refletir com as paisagens e a quietude da vida da maneira mais fácil possível. O voice-over, a música e os encaminhamentos da narrativa soam calculados, ao passo que somente um único elemento a parte deles consegue de fato ser potente por si só - o trabalho do William H. Macy, excelente por assumir uma persona caricatural declarada. É o típico character acting de velhinho excêntrico que rouba a cena e faz todos os espectadores pensarem “Oscar, Oscar” e, no final, acaba sendo aonde o filme mais encontra alma.

Fico feliz pela indicação de Adolpho Veloso, ainda assim. 

Foto: Netflix

9º Frankenstein

Eu poderia colocar o Frankenstein de Guillermo Del Toro em último lugar se o meu critério para essa posição fosse “qual o filme mais desconjuntado?”. A pompa visual do diretor parece cada vez mais sobressair a sua capacidade de texto e direção de atores, que, aqui, são marcadas por uma verborragia absurda e artificial. Ao ver o card de título “Parte 1: O Criador” em cena, minha reação imediata foi pensar que o próximo viria quando a Criatura chegasse para o espectador e falasse “agora vocês vão ouvir o MEU LADO DA HISTÓRIA”. Dito e feito. 

Por outro lado, essa artificialidade - que também marca o tratamento glossy digital da fotografia e reconstrução de época - acaba sendo mais interessante que a média dos filmes da temporada que almejam um “bom gosto calculado”. Oscar Isaac está interpretando um Victor Frankenstein assumidamente caricato, chegando até a parecer o Lord Farquaard do Shrek com aquele cabelo tigelinha e o quanto os enquadramentos sempre o deixam pequeno em relação aos outros membros do elenco. Os takes em CGI nunca chegam a destoar tanto do resto do cenário, talvez por ele próprio já ser filmado de forma ultra chapada, sem textura. E mesmo esse texto verborrágico padrão Netflix de explicar para o público tudo o que o personagem está fazendo e sentindo, acaba encontrando uma saída no peso melodramático das interações entre a Criatura e o Criador.

Portanto, não consigo odiar essa nova versão de Frankenstein, mas prefiro enxergá-la mais como uma novela própria do que como uma boa adaptação. 

Foto: Apple TV+

8º F1

O consenso entre os fãs de Cinema e Oscar é que a indicação de F1 é uma das mais bizarras dessa premiação, mas ela, obviamente, não existe por acaso. O argumento dele ser o “candidato popular” é válido e bem auto explicativo, mas me chama atenção que poucos comentaram sobre a força da Plan B, a produtora de Brad Pitt que vem conseguindo emplacar suas produções de forma consistente há quase quinze anos. No total, foram oito, sendo que duas saíram vitoriosas (12 Anos de Escravidão e Moonlight) e outras três foram indicadas somente a uma única categoria além da principal (Selma em Canção, Entre Mulheres e Nickel Boys em Roteiro). Apenas pegue a lista de produtores indicados de 2013 para cá e perceba o quanto os nomes Jeremy Kleiner e Dede Gardner aparecem nela, ano após ano - incluindo este. 

É o que resta para explicar a indicação desse que passa longe de ser um dos melhores filmes do ano, não por uma “falta de originalidade” que é comum de ser atribuída a esse tipo de projeto de forma errônea (Top Gun: Maverick não é original e é um filmaço), mas sim por uma falta de encanto próprio pelas imagens. O sol quente de Malibu, os atores suados e o tesão envolvido no filme anterior de Joseph Kosinski dão lugar a uma maçaroca de imagens cinzentas poluídas de propaganda e ambientadas em espaços broxantes, compensadas de vez em quando pela trilha eletrônica divertida do Hans Zimmer e por artifícios como a câmera dentro do cockpit e o POV na corrida final. 

Eu me diverti assistindo F1 no Cinema com meus amigos, mas confesso que, como representante da sub-categoria “automobilismo pelos olhares de um diretor de Top Gun”, Dias de Trovão de Tony Scott é melhor.

Foto: Focus Features

7º Hamnet

Os planos que mais me interessam no Hamnet de Chloe Zhao são aqueles em que a diretora deixa a câmera estática, observando um cenário a distância e os atores se movimentando como se estivessem em uma peça de teatro, o que faz sentido pois é de Shakespeare que estamos falando. Planos como aquele em que o dramaturgo tem um surto psicótico no meio da noite, em um quarto iluminado apenas pelas velas presentes em uma mesa, e vemos a movimentação ao fundo da esposa Agnes para acalmar as crianças. Planos como a chegada dele ao funeral do filho, em que somente o centro do quadro está iluminado. 

Esse rigor da diretora em sequências como essa contrasta com a sua postura na famigerada sequência final, em que a arte entra como catarse de todo o sentimento acumulado nessas duas horas de rodagem. Ali, porém, o filme apela para o fácil. Uma música batida como On the Nature of Daylight, o close de impacto no rosto de Jessie Buckley, um plano aberto lindo das pessoas estendendo a mão como se estivessem em louvor. Me parece que Zhao trai um pouco a sua própria expertise como cineasta, pois é quando o filme me soa mais maquinado do que nunca, o que não era o caso minutos antes.

Mas, para aqueles que vão chamar de “desalmado” toda pessoa que ousar falar que não chorou com Hamnet, digo que sim, eu chorei, mas não foi com esse final e sim com a morte agonizante do ator Jacobi Jupe em cena. Há uma dimensão macabra em tudo que antecede aquele momento, do teatro de sombras que o Shakespeare vê nas ruas de Londres até aquela panorâmica indo da vela sendo acesa até o rosto dele de costas vendo a irmã doente na cama, que me deixou petrificado na sala de Cinema. 

Foto: Focus Features

6º Bugonia

Por muito tempo, eu tentei escrever sobre Bugonia tentando relacioná-lo com outra sátira do mundo contemporâneo lançada ano passado que conta com a presença de Emma Stone no elenco: Eddington, de Ari Aster, que também é produtor aqui. Nenhuma das minhas tentativas deu liga, pois, no fim, eu acabava escrevendo muito mais sobre aquele filme do que esse. A sátira de Lanthimos me parece muito mais conformada a uma lógica quase adolescente de “o ser humano é o câncer do planeta”, vide aquele final da humanidade morrendo ao redor do mundo que para uns pode ser genial, mas, para mim, é pouco interessante.

O que me interessa, de fato, é a sua veia de thriller de sequestro. Os campos políticos e sociais estão bem desenhados desde o início - Plemons é um conspiracionista, Stone é uma CEO de uma corporação maligna. Porém, estaria ele certo em atentar contra a segurança dessa mulher? Importa mesmo ela ser uma alienígena ou não? Lanthimos acerta em deixar a pergunta no ar e investir pesado na paranoia e na dinâmica sádica entre os dois. Ele tortura ela com seu interrogatório sobre a “nave-mãe” e outras conspirações, ela tenta manipulá-lo a qualquer custo para sair do cativeiro. 

Claro que conta muito o fato de Stone e Plemons serem dois dos melhores atores de sua geração e da cinematografia de Robbie Ryan apostar numa ultra saturação e exposição da imagem que deixam tudo desconfortável. O filme parece “iluminado demais" e ganha pontos por isso, mas, quando se distancia dessa linha, parece que diminui sua potência por lembrar que precisa entregar uma “crítica social foda” no final, como quase todo longa do diretor.

Foto: NEON

5º Valor Sentimental

Não julgo o espectador que foi assistir um filme chamado Valor Sentimental esperando sair do Cinema aos prantos e, no final, saiu indiferente. Foram tantos hot takes falando que o filme de Trier é frio e distante demais que só de lembrar já me pego revirando os olhos. O verdadeiro valor de um filme como esse parece ser medido somente se ele faz chorar e não se ele se sustenta por si só, como é o caso para mim.

Não chorei, mas, por incrível que pareça, dei risada e me diverti com essa versão escandinava, indie e melancólica de uma novela do Manoel Carlos. Trier fala de white people problems transportando a vida no Leblon para a cena cultural da Noruega e colocando como protagonistas o tipo de pessoa mais emocionalmente vulnerável que existe - artistas. E, não só isso, montando o filme como uma série de pequenas crônicas na vida desses artistas brancos, ricos e depressivos, separando-as umas das outras com elipses abruptas. O filme até parece que foi feito para chorar, mas a verdade é que é daqueles para se sentir confortável com a própria depressão.

Brincadeiras a parte, eu tive a mesma sensação que a maioria do público quando vi Valor Sentimental pela primeira vez, mas, na segunda, minha percepção mudou. De repente, aqueles personagens cheios de problemas que antes me pareciam distantes começam a soar mais tridimensionais em pequenos gestos, como a reação de Gustav ao observar o amigo fotógrafo utilizando andador e dizendo que não quer planos com muito movimento na filmagem, o que não só vai contra a ideia do diretor de filmar a grande sequência de seu filme em plano-sequência, como também o lembra do peso da idade. Respingos de um senso de humor meio macabro ("disse para ela que o banquinho da IKEA foi o que minha mãe usou para se suicidar"). Momentos de tragédias freudianas anunciadas (a atriz Rachel Kemp que não consegue entregar ao seu diretor aquilo que ele quer e lhe pede desculpas quase como se estivesse se desculpando ao próprio pai por não ser quem ele esperava). 

Tenho minhas dúvidas se o Cinema de Trier é realmente essa coisa mais reflexiva, poética e linda da face da terra que muitos cinéfilos de Twitter e Letterboxd costumam dizer depois que assistem A Pior Pessoa do Mundo pela primeira vez. Aquela ideia de um Cinema que precisa fazer o espectador repensar a própria vida para ser bom. Admito, porém, que ele é um bom cronista ou, pelo menos, um que me dá prazer de acompanhar.

Foto: Warner

4º Pecadores

Outra discussão insuportável entre os cinéfilos ano passado foi a de que Pecadores não era um filme político de verdade. Nem preciso me colocar em um lado nessa discussão, quando é automaticamente ignorado o fato de todo o caldeirão de referenciais históricos cinematográficos no filme de Coogler ser, por si só, um ato político. Claro que as estruturas de um grande estúdio como a Warner impedem que uma superprodução seja, de fato, política enquanto forma (tenho bem mais a falar sobre isso no futuro, aguardem), mas, da mesma maneira que os personagens em Pecadores precisam agir na clandestinidade para aproveitar o melhor que a sua arte tem a oferecer (o blues ouvido e dançado em um clube noturno exclusivo e cobiçado por vampiros brancos), Coogler e sua equipe também vão “roubando” de fontes diferentes para fazer seu filme às margens do sistema de estúdio atual.

Uma mistura de John Carpenter com Um Drink no Inferno com a iconografia do Cinema da gângster da própria Warner Bros dos anos 1930 com a tradição do Ultra Panavision 70mm com IMAX com referências a ancestralidade africana e também a história da comunidade negra nos Estados Unidos. Fumaça e Fuligem discutindo se devem ou não aceitar o pagamento de seus clientes com fichas de companhias, que, na época, eram moedas emitidas pelas empresas de algodão que não tinham valor monetário algum e mantinham seus funcionários negros em um regime análogo escravidão. Que tipo de filme que trabalha como um micro-conflito um fato tão específico de um trauma histórico específico de uma comunidade específica não é político? 

Nem acho que Coogler seja 100% feliz nas suas escolhas, ou, pelo menos, em como as executa. Nem sempre todas as imagens são as mais visíveis e fáceis de se situar espacialmente, por culpa de uma montagem picotada nas cenas de ação e da baixa iluminação que é proposital, mas também incômoda vez ou outra. Porém, quando vejo Pecadores, sinto que estou vendo um diretor trabalhando em potência máxima para colocar para fora tudo que mais o encanta no Cinema e isso é sempre muito lindo de se ver.

Foto: Warner

3º Uma Batalha Após a Outra

Ainda sou perdidamente apaixonado pelo filme de Paul Thomas Anderson como da primeira vez na sala de Cinema? Não, mas sigo gostando muito. Em revisita no final do ano passado, me peguei pensando em como sabemos muito pouco sobre Willa como personagem, o que é estranho se pensarmos no quanto ela é o centro gravitacional de todo o conflito paterno entre o coronel Lockjaw de Sean Penn e o ex-revolucionário Bob Ferguson de Leonardo DiCaprio. Porém, minha admiração pela maneira como o filme trabalha as contradições de seus personagens cresceu ainda mais. Admito que estou cansado e não quero me repetir sobre o tema, então segue trechos do meu texto sobre ele que sintetizam bem a minha visão sobre:

“Os interesses de Anderson nunca estão nas performances de seus personagens, mas sim nas contradições que lhes conferem humanidade. Não à toa, o close é uma ferramenta que o diretor usa e abusa aqui, com os benefícios do VistaVision (grande escopo, grão fino, nitidez nos rostos dos atores). […] A verdade é que Uma Batalha Após a Outra pode ser comparado até um pouco a seus personagens. Existe performance aqui, performance declarada. Performance, no caso, não de cinema político como muitos vem falando, mas de cinema de gênero, de massa, pipocão mesmo. […] Existe beleza em como Anderson deixa os planos respirarem durante as sequências de ação no ato final, principalmente em todo aquele segmento da fuga de Willa. Existe humanidade na maneira como ele permite que seus personagens sejam contraditórios e constrói o drama a partir dessas contradições. E existe, por fim, muito valor quando ele aposta nas reações mais primitivas à própria imagem de cinema.” 

Texto completo aqui.

Foto: Vitrine Filmes

2º O Agente Secreto

"A pergunta que ele está mais interessado aqui é ‘e se?’ .E se essa história de um homem morto durante a ditadura fosse filmada como um thriller policial setentista, a lá Carpenter e De Palma? E se, ao mesmo tempo que esse homem andava sendo perseguido, houvesse uma perna cabeluda solta matando pessoas em Recife? E se a vida desse homem estivesse rodeada de outras pessoas tão ou mais interessantes do que ele, como uma senhorinha ex-comunista e anarquista? E se a memória não estivesse atrelada somente a uma única pessoa, mas sim a todo um momento histórico específico que o próprio diretor viveu?

O dispositivo de voltar ao presente deixa claro o distanciamento da memória que Kleber propõe aqui. Pelo olhar de sua câmera, sempre sinuosa, cheia de zooms, split diopters e trucagens, vemos uma nostalgia em cena pela Recife dos anos 70 e suas singularidades. A rotina na repartição pública em que Marcelo trabalhava, as picaretagens do delegado que trabalhava em frente a ela, os filmes que estavam sendo exibidos no Cine São Luiz e como eles eram recebidos pelo público. Também vemos essa nostalgia por um ponto de vista anti-naturalista e calcado na suspensão de descrença e no realismo mágico. A perna cabeluda, o gato de duas cabeças.

Por vezes, O Agente Secreto até se esquece um pouco de Marcelo e Wagner Moura e divaga por esses detalhes pequenos que tanto estima, mesmo que, na perspectiva do público atual, eles sejam ‘desnecessários’ e não exatamente ‘avancem o plot principal’. Isso é sinônimo de um diretor apaixonado pelo que está mostrando e como."

Texto completo aqui.

Foto: A24

1º Marty Supreme

Admito que tem sido muito engraçado ver o quanto o menino Timóteo destruiu completamente todas as chances que ele tinha de vencer o Oscar de Melhor Ator esse ano, pois é um tipo de autodestruição egocêntrica que combina perfeitamente com a persona do protagonista Marty Reisman. De certa forma, é um caso clássico de “a vida imita a arte”, o que chega a ser interessante se levadas em considerações as palavras finais do meu texto recém-publicado sobre o filme de Josh Safdie.

“Marty Supreme, o filme, é como Marty Supreme, o protagonista. Vivo, irracional, barulhento, gritado, nervoso, agitado. Parece que assistimos diversos filmes em um. Primeiro, um filme de esporte. Depois, um filme de crime. No meio, um segmento que lembra Bonnie e Clyde. No fim, um estudo de personagem. Uma mistura de Cinemas tão intensa que só poderia vir de uma obra essencialmente ambígua, amoral e esteticamente anacrônica.”

Eu poderia justificar a minha escolha de Marty Supreme baseada em mais uma grande parágrafo com elogios e análise de pontos específicos do filme, como fiz com muitos aqui. A verdade, porém, é que ele é meu favorito por um motivo muito simples: é, junto de O Agente Secreto, o que mais me deixa empolgado para fazer meus próprios filmes um dia. 

Texto completo aqui. 

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Apostas e Torcidas

Melhor Filme: Aposto em Uma Batalha Após a Outra, torço por Pecadores

Direção: Aposto e torço por Paul Thomas Anderson

Roteiro Original: Aposto em Pecadores, torço por Foi Apenas um Acidente (um CRIME esse filme não estar indicado nas categorias anteriores).

Roteiro Adaptado: Aposto e torço por Uma Batalha Após a Outra. Ano fraco para a categoria.

Ator: Aposto em Michael B. Jordan, torço por Wagner, é claro. Timothée tem a melhor atuação dentre os cinco indicados, mas é um mala.

Atriz: Aposto em Jessie Buckley, torço por Rose Byrne, não vi a Kate Hudson por Song Sung Blue e nem verei.

Ator Coadjuvante: Aposto em Sean Penn, torço por Stellan Skarsgaard, mas quero que Penn ganhe para saber se ele vai doar esse terceiro Oscar ao presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky, como fez com o seu primeiro por Sobre Meninos e Lobos. 

Atriz Coadjuvante: Aposto em Amy Madigan, torço por Inga Ibsdotter Lilleaas.

Casting: Aposto em Pecadores, torço por Marty Supreme e O Agente Secreto. 

Filme Internacional: Aposto em O Agente Secreto e torço por Valor Sen… sacanagem, Agente Secreto na cabeça.

Documentário: Aposto em A Vizinha Perfeita, que ainda não vi por preguiça dos documentários de true crime da Netflix.

Animação: Aposto em Guerreiras do K-Pop e torço por Arco, muito mais interessante como filme.

Trilha Sonora: Aposto em Pecadores, torço por ele e sou 100% contra a indicação do Max Richter por Hamnet, uma trilha que só foi indicada porque os votantes gostam de On the Nature of Daylight, música de cinco mil anos atrás.

Canção Original: Aposto em Golden e torço para que a Diane Warren caia na real de que a Academia está fazendo ela de otária.

Som: Aposto em F1 e torço por Sirat, um filme que eu ainda não vi, mas tem minha simpatia por ser um time de som inteiramente feminino. 

Montagem: Aposto em Uma Batalha Após a Outra e torço por Marty Supreme.

Cinematografia: Aposto em Uma Batalha Após a Outra, torço por Pecadores (primeira indicação de uma mulher não-branca na história da categoria) e continuo pensando no desperdício que é a indicação do Dan Laustsen por Frankenstein aqui.

Maquiagem: Aposto em Frankenstein, torço por Pecadores (as próteses da boca cortada e ensanguentada do Remmick no final são insanas) e celebro as indicações de Kokuho e A Meia-Irmã Feia, apesar deles não terem a menor chance de vencer e de eu ainda não ter assistido nenhum dos dois.

Efeitos Visuais: Aposto em Avatar: Fogo e Cinzas, torço por ele e fico embasbacado com o ódio que esse branch tem dos filmes da DC. Esnobaram Superman pra colocar Jurassic World no lugar. 

Design de Produção: Aposto em Frankenstein, torço por Uma Batalha Após a Outra pelo simples fato do dojo do Benicio Del Toro ter um pôster japonês do Superman de Richard Donner no fundo.

Figurino: Aposto em Frankenstein, torço por Avatar: Fogo e Cinzas e celebro mais uma vez o esnobe completo a Wicked: Parte 2 em todas as categorias esse ano. 

 

 

 

 

 

 

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