Críticas

Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo (2022)
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Lee Rosal12 de novembro de 2025
Lee Rosal12 de novembro de 2025De 08 a 80, muitos acharam péssimo, outros, maravilhoso. Tive que rever pra decidir qual o time que eu iria me filiar e fiquei sim, lá pelo meio do caminho. Como grande fã de referencias, me diverti, a principio, com a ideia de reconhecer em Everything everywhere all at once: Bruce Lee, Ratatouille, Marvel, Matrix, Nat Geo, o Wong Kar Wai e etc. Mas esse uso constante e frenético de tantas referencias esconde uma premissa simples demais, apesar, é claro, de trazer uma interessante questão filosófica a tona. Acontece que permaneci sedenta por essa premissa filosófica que ficou fina, rasa, fragmentada. Os Daniels se valeram e se apegaram muito (até demais) ao multiverso e suas infinitas facetas e inúmeras referencias cinematográficas que estavam ali amontoadas, e eu senti que tudo nele era frenesi o tempo todo, representa bem, talvez, o nosso consumo desenfreado em absolutamente tudo, incluindo entretenimento. Sem duvida é um filme muito bonito, com edição muitíssimo bem executada, mas pra mim, os Daniels se saíram muito melhor em Swiss Army Man, onde a sutileza ainda deixava o enredo respirar e ser louco ao mesmo tempo.

Thor: Amor e Trovão (2022)
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Lee Rosal12 de novembro de 2025
Lee Rosal12 de novembro de 2025Por que muitos não gostaram de Thor: Amor e trovão? Simplesmente porque Taika fez um filme para crianças. É justamente o que um sessão da tarde de 2022 se tornaria e isso não necessariamente faz do filme algo péssimo, mas muda o público, é claro. Gosto do Taika, mas temos que admitir que ele sempre teve essa tendência, jamais foi surpresa. Marvel já não é a mesma tem um tempo e nem deveria ser, aquela era já foi, só não sei agora como eles vão sair dessa, pois o cinema está começando a esvaziar.
Alias, Bale como Gorr está fantástico, se destaca muito, o cara não erra.
Alias, Bale como Gorr está fantástico, se destaca muito, o cara não erra.

O Acontecimento (2021)
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Lee Rosal12 de novembro de 2025
Lee Rosal12 de novembro de 2025"- qual era a sua doença? "
"- aquela que transforma as mulheres em dona de casa"
Ser mulher jamais foi fácil e não tem se tornado mais fácil com o passar do tempo.
"- aquela que transforma as mulheres em dona de casa"
Ser mulher jamais foi fácil e não tem se tornado mais fácil com o passar do tempo.

A Garota da Foto (2022)
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Lee Rosal12 de novembro de 2025
Lee Rosal12 de novembro de 2025Se me dissessem que era ficção eu chamaria de "bem bolado" mas sendo verídico, mal consigo expressar o quão horrorizada fiquei. O ser humano é bizarro, não que isso seja novidade, infelizmente.

Elvis (2022)
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Lee Rosal12 de novembro de 2025
Lee Rosal12 de novembro de 2025Teimosia minha. Sempre achei Luhrmann caótico e espalhafatoso, aqui até que satisfatório, pois, combina com Elvis, mas ainda assim, senti que ás vezes ele perdia mão do ritmo da narrativa, correndo demais em certos momentos ou sem alongando demais em outros. Ele captou o momento bem, sempre capta, mas o show ficou muito por ele mesmo. (Não gostei de tanto sample na trilha sonora, é uma característica do Baz que sempre me incomodou, e esse poster parece que foi reaproveitamento do Gatsby de 2013)

O Alfaiate (2022)
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Lee Rosal12 de novembro de 2025
Lee Rosal12 de novembro de 2025Casa legal estética com narrativa investigativa, bom entretenimento pra quem curte suspense crescente à la Agatha Christie, porém, sem reviravoltas extremamente surpreendentes, ou seja, tem charme e se apega e ele.

Crimes do Futuro (2022)
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Lee Rosal12 de novembro de 2025
Lee Rosal12 de novembro de 2025O trailer da uma enganada, tive a impressão que veria mais body horror ou coisas um pouco mais chocantes, nisso deixou a desejar, mas entregou uma proposta muito boa da qual refleti bastante, quis debater, repensei hábitos e cheguei a conclusão que não é futuro, é presente. Bateu na porta da consciência e assustou um pouco e de alguma forma algum objetivo foi alcançado. De qualquer forma, desejei muito uma conclusão, pois, alguns temas foram arranhados apenas em sua superfície, sem aprofundamento, anyway, Cronenberg mais uma vez fazendo pensar, ta valendo.

Muito Além do Jardim (1979)
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Lee Rosal12 de novembro de 2025
Lee Rosal12 de novembro de 2025Peter Sellers é o cara certo pra fazer essa carinha de "nada sei" até quando a narrativa vai tomando proporções absurdas eu mantive minha crença em sua absoluta inocência.

O Telefone Preto (2021)
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Lee Rosal12 de novembro de 2025
Lee Rosal12 de novembro de 2025De nada pra lugar nenhum, o filme parece um frankenstein de referencias do Stephen King ou dos filmes de terror americanos banais dos últimos anos. O conto do Joe Hill não ajudou muito também, me pego pensando se: era só aquilo mesmo? Qual material os roteiristas tinham pra trabalhar partindo dali? O que foi mudado em relação a leitura foi o restinho que se aproveitou. Os únicos pontos positivos são a estética, tanto na edição em si quanto na caracterização do assassino, a mascara e todas as suas nuances merecem o devido destaque, a atuação do Ethan é superior (pra variar) embora seu personagem seja esvaziado de significado, e as crianças também são uma preciosidade, o resto foi desperdício. Uma pena, pois a aparência desse vilão tinha tudo pra entrar numas dessas listas iradas de criaturas mascaradas feias e malvadas.

Uzumaki: A Espiral do Horror (2000)
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Lee Rosal12 de novembro de 2025
Lee Rosal12 de novembro de 2025Definitivamente é ruim, o engraçado que é ruim em um nível que me parece proposital, isso falando na questão estética da coisa. Em 2000 tínhamos mesmo esse estilo plástico e sem textura nos efeitos em 3D e tudo, criou-se até mesmo uma assinatura temporal com isso, no geral, Uzumaki tem aquela cara de videoclipe bobinho da MTV (se não me engano o diretor vem mesmo desse universo), logo, pra quem de alguma forma cresceu consumindo esse "movimento" em tempo real o filme se torna até que de certa forma nostálgico. Agora vem a critica de verdade, a maneira que a história foi narrada aqui deixou bastante a desejar em relação ao mangá, em termos de execução poderia mesmo ser muito melhor do que isso.

Doentes de Amor (2017)
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Lee Rosal12 de novembro de 2025
Lee Rosal12 de novembro de 2025Tem aquela típica carinha de sessão da tarde até que...descobrimos que se trata da real história de Kumail Nanjiani, isso eleva e muito as coisas. Se trata daquelas histórias milagre que aquecem o coração depois de nos deixar aflitos por algum tempo, muito válido também pra entender um pouco ou pelo menos se colocar no lugar de pessoas que precisam lidar com diferenças culturais. É fofo e a Zoe Kazan é uma lindica, não da pra deixar passar.

Searching for Sugar Man (2012)
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Lee Rosal12 de novembro de 2025
Lee Rosal12 de novembro de 2025É complicado falar desse documentário pois é tão gostoso descobrir o rumo que a história toma, assim, naturalmente, de forma a não tomar nenhum spoiler. Logo, o que posso desejar é que todos tenham a oportunidade de conhecer o som desse cara, de ver esse documentário e ser inspirado por uma história assim, pois o mundo já ta sempre tão cheio de injustiças.

A Pele que Habito (2011)
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Lee Rosal12 de novembro de 2025
Lee Rosal12 de novembro de 2025Não adianta quem assistiu hoje falar que é fraco ou que não surpreendeu na medida da expectativa, estamos em tempos diferentes agora, em 2011 isso era novo. É claro que existem alguns títulos clássicos que o lembrem, sei lá... "Les Yeux sans visage", "Tanin no Kao" o próprio Frankenstein. Mas aqui há pelo menos um elemento que os superam, então...

Sid & Nancy, o Amor Mata (1986)
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Lee Rosal12 de novembro de 2025
Lee Rosal12 de novembro de 2025mixed feelings demais, é complicado romantizar esse tipo de relacionamento ou de estilo de vida, ter isso em mente é importante ao acompanhar filmes assim. De forma alguma digo que Alex Cox romantizou o casal, tem vários momentos que pensamos, ou pelo menos deveríamos pensar que "nem fodendo quero ter uma vida porra louca dessas" mas, isso é cinema então, tendemos a romantizar naturalmente. Tem cenas absolutamente lindas, como essa do beijo no beco, por exemplo, ou o Sid cantando My Way, ou a cena final que me deixou embasbacada, arrebatada mesmo, no entanto, me peguei pensando em como é tudo tão fodido nessa história. Lamento não ter assistido Sid & Nancy na minha adolescência, com certeza eu adoraria muito mais. Pra encerrar a conversa, Gary Oldman e Chloe Webb estão sensacionais, não tem nem o que discutir.

O Jogador (1992)
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Lee Rosal12 de novembro de 2025
Lee Rosal12 de novembro de 2025Amei! Entrei completamente na paranoia de Griffin Mill. Em alguns momentos até me esquecia que estava dentro de uma sátira e que as decisões tomadas seguiam uma determinada linha de raciocínio que tava ali na nossa cara o tempo todo, sutil e ácido na medida, com uma certa classe, recheado de referencias e criticas ao próprio cinema hollywoodiano. E ah...é oficial, eu tenho um crush no Tim Robbins dos anos 90.
Griffin Mill : It lacked certain elements that we need to market a film successfully.
June : What elements?
Griffin Mill : Suspense, laughter, violence. Hope, heart, nudity, sex. Happy endings. Mainly happy endings.
June : What about reality?
Griffin Mill : It lacked certain elements that we need to market a film successfully.
June : What elements?
Griffin Mill : Suspense, laughter, violence. Hope, heart, nudity, sex. Happy endings. Mainly happy endings.
June : What about reality?

Não! Não Olhe! (2022)
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Lee Rosal12 de novembro de 2025
Lee Rosal12 de novembro de 2025Nope se tornou sedutor pra mim por tópicos que posso enumerar: Primeiro por trazer um assunto que adoro e que mesmo sendo esse assunto já explorado incansáveis vezes, o diretor foi capaz de inserir elementos que são frescos sem perder sua assinatura. Brinca com gêneros sem perder a mão facilmente. Me agradou o que fez com o Western, por exemplo, ou o terror como premissa, a junção e pitadas de comédia sutil aqui e ali, a passagem por um suposto drama familiar e etc.
Segundo, pergunta: onde você já viu Contatos imediatos de terceiro grau com elenco negro? Acho realmente muito animador ver elenco negro ser representado em outros temas, temas dos quais normalmente não vemos, acredito que Peele está agregando muito para que essa evolução ocorra.
Terceiro, existe equilíbrio em construir a tensão, Nope teve bastante investimento técnico, o filme é bastante sensorial e bem trabalhado nos efeitos, se mantém misterioso e instiga pelos olhos e ouvidos.
Mas como nem tudo são flores, algumas decisões ali no terceiro ato expõem um roteiro não muito robusto que claramente foi compensado com toda aquela técnica, não traz muito o que questionar, não é nada muito grave, apenas algumas escolhas que me pareceram preguiçosas.
Não é o melhor e nem o pior filme de Peele, não acredito na teoria que o diretor está perdendo força, acho só que estamos muito apegados com a ideia do cutucão inicial que ele deu na sociedade com Get Out e criamos essa imensa expectativa que ele repita o feito exatamente da mesma maneira. Nesse aspecto ele se tornou sutil, mas ainda carrega alguma mensagem, a maneira como ele está fazendo seu cinema tem me servido bem até aqui, e foi divertido.
Segundo, pergunta: onde você já viu Contatos imediatos de terceiro grau com elenco negro? Acho realmente muito animador ver elenco negro ser representado em outros temas, temas dos quais normalmente não vemos, acredito que Peele está agregando muito para que essa evolução ocorra.
Terceiro, existe equilíbrio em construir a tensão, Nope teve bastante investimento técnico, o filme é bastante sensorial e bem trabalhado nos efeitos, se mantém misterioso e instiga pelos olhos e ouvidos.
Mas como nem tudo são flores, algumas decisões ali no terceiro ato expõem um roteiro não muito robusto que claramente foi compensado com toda aquela técnica, não traz muito o que questionar, não é nada muito grave, apenas algumas escolhas que me pareceram preguiçosas.
Não é o melhor e nem o pior filme de Peele, não acredito na teoria que o diretor está perdendo força, acho só que estamos muito apegados com a ideia do cutucão inicial que ele deu na sociedade com Get Out e criamos essa imensa expectativa que ele repita o feito exatamente da mesma maneira. Nesse aspecto ele se tornou sutil, mas ainda carrega alguma mensagem, a maneira como ele está fazendo seu cinema tem me servido bem até aqui, e foi divertido.

Tusk: A Transformação (2014)
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Lee Rosal12 de novembro de 2025
Lee Rosal12 de novembro de 2025Infelizmente o filme fica chato assim que o Johnny Depp aparece e juro que não é por nenhuma questão externa. Enfim, estava curtindo a abordagem cômica beeem Kevin Smith, mas depois degringolou. Justin Long é uma figura da qual senti saudade, e ah, sempre que lia esse título pensava no Fleetwood Mac, vibrei quando a faixa tocou no filme, logo, rolou uma clara referencia. I love it.

O Morro dos Ventos Uivantes (1998)
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Lee Rosal12 de novembro de 2025
Lee Rosal12 de novembro de 2025Tava focada em meu projeto: Assistir todas adaptações possível de Morro dos ventos uivantes após minha leitura, que finalmente concluí esse ano. Mas parece que será trabalho árduo, tendo em vista que comecei talvez, pelo filme errado.

O Dia da Transa (2009)
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Lee Rosal12 de novembro de 2025
Lee Rosal12 de novembro de 2025Levanta a mão que tem amigos, ou conhece alguém que claramente se renderia a esse tipo de situação: o/

Conto de Verão (1996)
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Lee Rosal12 de novembro de 2025
Lee Rosal12 de novembro de 2025é mágico como passeamos junto com seus personagens, pelas praias, pequenas ruas ou grandes passarelas, e como é divertido sentir que fazemos parte dos diálogos, de cada detalhe dos assuntos de seus personagens, também como nos identificamos com certas situações. Outro ponto muito positivo é a ausência do encerramento clichê, não vai mesmo dar tudo certo no final e tudo bem, vamos amar ou detestar um personagem, querer destruir um e proteger o outro, mas em certo momento também iremos inverter os papeis a respeito desse mesmo personagem. É a simulação da vida e de suas confusões.