A Odisseia

A Odisseia (2026)★ 8.4/10

The Odyssey

GB,US · 172 min · 15 de julho de 2026

  • Ação
  • Aventura
  • Fantasia

Direção: Christopher Nolan

Roteiro: Christopher Nolan, Homer

Odisseu retorna de Troia após muitos perigos e se reúne com Penélope.

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Críticas

Nnatan vinicius11 de outubro de 2026
Contém spoilers
Nota: 8.5

Christopher Nolan em sua mais nova empreitada arranja muitos problemas para seu protagonista, o primeiro herói moderno, Ulisses (Matt Damon), como: ter seus soldados transformados em porcos por uma feiticeira, ou quando ele foi mantido em “cativeiro” pela Ninfa, Calipso; sua casa invadida por pretendentes para sua esposa, Penélope (Anne Hathaway), que comem de seu pão e bebem de seu vinho, principalmente o covarde burguês interpretado por Robert Pattinson, Antinoo, que junto de seus colegas abusam da Xenia, aqui chamado de “Lei de Zeus”.

O filme começa sobretudo na telemaquia, focando na jornada de Telêmaco, no amadurecimento do herói e na busca por notícias de seu pai com os pretendentes consumindo os bens da família enquanto aguardam a decisão de Penélope, que costura um sudário para o pai de Odisseu, há também uma intervenção de Atena que incentiva Telêmaco a tomar uma atitude e partir em busca de informações sobre o paradeiro de seu pai, que viaja para Pilos e Esparta, onde é recebido por Nestor e Menelau, aprendendo sobre a honra e o destino de Odisseu. Na literatura é considerado um dos primeiros exemplos da narrativa de transição da juventude para a vida adulta e responsabilidade pública, estabelecendo o contraste entre a passividade inicial do príncipe e a assunção de seu papel de liderança em Ítaca, esse periódo leva o nome de Telêmaco, personagem de Tom Holland, que está indignado com a “libertinagem” de sua mãe; não entendendo os verdadeiros planos dela de querer Odisseu em seu lado novamente, a quem Telêmaco acredita que sua mãe não liga com a visita, os Libertinos que invadiram sua casa são todos arrogantes, o que os torna mais pequenos quando morrem para Odisseu no final.

Vários elementos desse filme cumprem uma hipotética “agenda Woke”, como a presença de atores representantes de “minorias”, o que obviamente atacou a espinah de algumas comunidades tóxicas da internet que disseminaram ódio e criticas contra o filme, pelo simples fato de ter atrizes como: Zendaya e Lupita N’yongo e e atores como Elliot Page, os mais conservadores boicotaram a obra atribuindo uma “incoerência Histórica”, o que todos nós sabemos ser uma falácia para tentar esconder o racismo e a transfobia latente dessas comunidades mais “extremistas”, mas esquecendo de que Menelau na obra original, ter cabelos ruivos avermelhados, o que Jon Bernthal não tem, mas todos atacaram a Clifmenestra e a Helena de Troia, de Lupita N’yongo, podemos usar do mesmo motivo para apontar a presença de nenhum ator grego no filme, mas usaram disso para criticar a aparência de N’yongo por ela não ser “loira dos olhos azuis”, como eles imaginam a Helena em seu imaginário, ou o caso de Sínon de Elliot Page, também criticado, mas inexistente na Odisseia, mas existente apenas no Livro II da Eneida, de Virgilio, como o espião grego que fingiu ser abandonado para convencer os troianos a aceitarem o Cavalo de Troia, usando principalmente da falácia de que o ator interpretaria o herói, Aquiles.

Nolan querendo assumir um Status de seriedade e verdadeira inteligência para com Odisseu, abandona cenas interessantes da obra original de Homero, como a parte em que Odisseu engana os ciclopes dizendo que seu nome é ninguém. O Filme é de certa forma elitista, já que a única forma de ver a versão do jeito que o autor, o diretor Nolan, planejou é assistindo em Imax 70MM, o que não existe no Brasil; ou em qualquer outro país da América Latina, existindo apenas aos países burgueses da Europa, e os capitalistas da América do Norte, sobretudo os Estados Unidos; De forma narrativa, o filme se sustenta muito bem, Nolan aborda os aspectos mais interessantes da obra original de Homero, mais remove cenas tgualmente interessantes, então o resultado é meio balanceado; Nolan usa da Mitologia Grega e seu Panteão apenas para permear o imaginário dos personagens de seu filme, transformando a presença deles em algo factual, ou falso, como os trovões podendo ser ou não de Zeus.
NNarciso Pereira20 de julho de 2026
Eu quase gostei de A Odisseia do Nolan, foi quase...

Antes de tudo é preciso registrar que eu não li o livro, eu não li a história original de Homero. E também que isso importa pouco para minha opinião sobre o filme de Christopher Nolan. Para mim, o filme é o filme, o livro é o livro. Cada linguagem artística carece de suas próprias técnicas para expressar a ideia/sentimento que o autor deseja. O desejo do autor é supremo para como a obra artística sera produzida, mas nunca é maior do que a percepção do público que recebe a obra. Pois ele a faz para ser vista por alguém. Por isso, os motivos que o público encontra para gostar ou não, achar boa ou ruim, uma obra, são sempre individuais, particulares.

No meu caso, eu não gostei de A Odisseia do Christopher Nolan por motivos diferentes de quem leu o livro. Eu não gostei (tanto) do filme por como o filme é em seu resultado.

Todos sabemos que o Nolan é um tecnicista, um fetichista da técnica, o que por si só já me enoja. O filme começa com Travis Scott interpretando um orador, um cantor de poemas, e isso eu achei excelente. Ele brada palavras seguidas de batidas com um cajado na mesa de madeira. Palavra e batidas. Essa cena estabelece uma coisa bem interessante, se Homero conta a história de Odisseu em poesia, em versos, Nolan vai tentar traduzir a mesma história contando os versos na montagem. Se Homero transforma uma história em poesia, Christopher Nolan traduz isso da maneira mais artística que ele consegue: com um artifício técnico. Óbvio. As cenas são montadas com um ritmo que parecem as palavras e batidas que Travis Scott faz no começo do filme. Mas o que no começo parecia um acerto de Nolan, vira um pesadelo. Pois esse ritmo de montagem se repete durante todo o filme. Até o final.

Isso também se dá por outro capricho técnico que Nolan aplica à produção de seus filme: o IMAX. Ele usa a câmera de IMAX 70mm para filmar todo o filme, é uma escolha, mas, que tem suas consequências. Essa tecnologia só consegue captar de 2,5 a 3 minutos de filme, o que faz com que as tomadas sejam muito curtas para um filme épico. O que quero dizer é que sua tradução técnica de um dos maiores poemas da história da humanidade é definitivamente uma escolha. Os cortes das cenas seguem as personagens até o último milésimo de segundo da fala, então corta para outra personagem e isso se repete. Por vezes vemos personagens conversando em um mesmo ambiente onde elas aparentam apenas estarem bradando ao vento, com inclusão de takes abertos de 1 segundo no meio da conversa. Nos separando da intimidade das conversas por um milésimo de segundo por uma causa técnica (é preciso incluir outros planos da mesma cena pois a duração do filme é pequena).

A escolha técnica por uma câmera que não permite longos takes atrapalha a sensação de passagem de tempo no filme. E isso é muito importante para o espectador, precisamos sentir que o tempo passou, que foram anos perdido no mar, e vermos isso em tela para além da barba e cabelos brancos que Matt Damon deixou crescer. Tempo de tela. Alongamento do plano. Técnica para revelar a poesia de Homero. E provocar no espectador esse sentimento. Nolan fez uma escolha, técnica, mas pra mim, incoerente com o que o filme precisava.

Tanto imagem quanto o texto me frustraram na Odisseia de Christopher Nolan. O primeiro por filmar espaços grandiosos, personagens grandiosos e não conseguir blocar eles juntos de forma grandiosa. E o segundo por construir um texto irrealista perante a proposta da história. Vamos ao texto...

Nolan torna Odisseu em um herói moderno. Ele não vence pelo justo merecimento da glória e tem orgulho disso, na verdade, ele está a serviço de uma ordem maior e suas habilidades heróicas são situacionais e calculistas. E para além disso, há o remorso... O Odisseu do Nolan é a figura do herói ressentido, do homem ressentido. Mas mais do que isso, é a figura do ressentimento americano. Mais uma vez, Nolan (e Hollywood) faz um filme sobre heróis de guerra com traumas e culpas pelos crimes de guerra que cometeram. É Oppenheimer tudo de novo. Só que como alegoria, dessa vez.
AAnder Cover18 de julho de 2026
Independente de questões de adaptações, anacronismos e IMAX. Esse não é o primeiro filme do Nolan que carrega discussões como essas. Apenas pensando no filme em si:
- Dentro das quase 3 horas. Nolan alcança um outro patamar como realizador. Particularmente, um dos maiores méritos que seu antecessor "Oppenheimer" possuía era justamente o design e mixagem do som. Aqui, Nolan conseguiu superar este critério. O som (junto com visual - porém mais o som) é a grande qualidade do filme. Tudo fica ainda mais épico e imersivo, tudo fica mais amplo, tenso, quase semelhante à um ataque de pânico, e essa sensação desconfortável se deve ao excelente trabalho sonoro.
- Quanto às atuações, seguem protocolares como na maioria dos filmes de Nolan. São muitas estrelas e todas estão em sua devida dose (com exceção de Tom Holland que fica um pouco abaixo da maioria).
- Montagem continua seguindo o estilo Nolan de ser, no mesmo padrão desde seus primeiros filmes - o que acaba tendo suas qualidades de autor, porém com requintes de fadiga na repetição. O diferencial é que boa parte das sequências de ação apresenta um tempo longo, dando espaço para embarcarmos nessa tal odisseia.
- Dito isto, um dos melhores do ano, certamente. Porém no máximo entre os cinco melhores de Nolan, particularmente.
IIsrael Jefté18 de julho de 2026
Vi a notificação disso só agora, então só vou deixar o link da minha review que já havia construído: https://www.peliplat.com/pt/article/10100487/the-odyssey-a-travessia-do-olhar?utm_source=copy&utm_medium=article&utm_campaign=share_article
HHenrique.Maciel18 de julho de 2026
No fim das contas, A Odisseia de Christopher Nolan é um espetáculo de contradições. Ao mesmo tempo em que peca por esvaziar a profundidade de suas personagens femininas e hollywoodianizar o elenco, o longa se sustenta na força de sua execução técnica e na impressionante bagagem que Matt Damon traz para a tela. Ver esse Odisseu esmagado pela culpa tentar voltar para casa é o coração de um filme que, apesar dos tropeços narrativos, triunfa como espetáculo visual. Nolan pode ter deixado parte da alma do poema grego pelo caminho, mas nos entregou uma reimaginação moderna, tensa e puramente cinematográfica. Uma jornada imperfeita, mas que exige e merece ser vivida na maior tela de cinema possível.
MModerno Veneza Cinema & Cultura17 de julho de 2026
A mitologia e a arte são instrumentos maravilhosos e incríveis. Elas atravessam séculos sem perder sua força porque falam sobre aquilo que nunca deixa de existir: o medo, o amor, o sacrifício, a esperança e a incessante busca por um lugar ao qual pertencemos. 'A Odisseia' nos lembra que, muitas vezes, voltar para casa não significa apenas percorrer um caminho, mas sobreviver a ele sem esquecer completamente quem somos. É essa capacidade da arte de transformar histórias antigas em sentimentos universais que faz obras como esta permanecerem vivas através do tempo, emocionando diferentes gerações e provando que alguns mitos jamais deixam de dialogar com a humanidade.

Por Natália Viana
YYair Siesquen3 de outubro de 2026
buena
EEntertainment Overview2 de setembro de 2026
Contém spoilers
La manufactura es increíble y las actuaciones son muy poderosas.
Las secuencias más destacadas son, curiosamente, las que se inclinan más por el terror. La secuencia del cíclope no podría verse mejor, mientras que la de Circe hace muy buen uso de la cámara y CGI, acompañado de una actuación perfecta de Samantha Morton.
Otro actor que merece aplausos es John Leguizamo, quien entrega una actuación impresionante y demuestra que el medio lo ha subestimado por años.
Hay decisiones cuestionables, como reducir la presencia divina de la historia y enfocarse solo en los momentos desgarradores para hablar de la culpa y mostrar a Odiseo como un soldado con trastorno por estrés post-traumático. Esto termina afectando el tono y coloración que de la cinta, la cual tiende a ser demasiado gris en ocasiones.
Sin duda la secuencia más cuestionable es el desenlace. Pues se convierte en una película de acción que pierde toda verosimilitud, incluso para una historia como esta. Se sostiene por el peso dramático y por el score que sube la tensión hasta el límite.
No es perfecta ni la adaptación definitiva, pero es bastante recomendable.
VValentino Dotta30 de agosto de 2026
Contém spoilers
Nolan ha permanecido en su método que el poco uso de los inteligencia, es un aspecto a tener en cuenta haciendo la experiencia de espectador más gratificante y emocionante.
Los vestuarios elegidos fueron acertados en un positivo de la mayoría, sin embargo el mejor vestuario fue el de Agamenón.
A pesar de haber sido criticado el poco tiempo de pantalla de Zendaya yo creo que su personaje estuvo bien situado y ha aparecido en los momentos que debía estar y no hubo un momento que hubiese querido “robar pantalla” lo cual la hizo mucho más genuina y eso mismo hizo que su personaje tuviera el peso indicado sin necesidad de tener un gran guión.
Personalmente Robert Pattinson ha logrado infligir enojo dentro de mi, lo cual significa que su trabajo fue formidable y ya se puede quedar tranquilo con querer que todos olviden que estuvo en Crepúsculo porque este trabajo que realizó fue excelente y digno de una visualización de las academias. Sin embargo, el personaje de Tom Holland fue mucho más tranquilo y siento que podría haber sido abarcado de otra manera en algún momento de la trama para que adquiriera mayor carácter su personaje y no fuera tan obvio el hecho de que le haya faltado su padre en su juventud y por eso fuese tan poco determinante frente a los que querían cortejar a su madre.
MMargot Jerez21 de agosto de 2026
Contém spoilers
La Odisea, de Christopher Nolan, es una monumental adaptación del poema de Homero que utiliza el mito del regreso de Odiseo a Ítaca. La película no intenta trasladar literalmente el poema a la pantalla, sino reinterpretarlo desde las obsesiones que Nolan ha desarrollado a lo largo de su carrera: el tiempo, la percepción, la identidad, la pérdida y las consecuencias de las decisiones humanas.
La historia comienza después de la guerra de Troya, cuando Odiseo emprende el viaje de regreso a su hogar. La victoria, sin embargo, está lejos de representar un triunfo definitivo: el caballo de Troya y la destrucción de la ciudad funcionan como el pecado original de un viaje marcado por la violencia y la culpa. Odiseo es un estratega brillante que ha conseguido vencer gracias a su inteligencia, pero esa misma inteligencia lo condena a afrontar las consecuencias de sus actos. El viaje hacia Ítaca se convierte así en una prolongación psicológica de la guerra, donde cada monstruo, cada isla y cada encuentro parece representar una nueva prueba para un hombre que ya no sabe si está intentando regresar a casa o recuperar al hombre que era antes de abandonarla.
Una de las decisiones más arriesgadas de Nolan es reducir considerablemente la intervención directa de los dioses. En Homero, las divinidades son fuerzas activas que intervienen constantemente en el destino de los hombres; aquí, el universo resulta mucho más físico, oscuro y ambiguo. Atenea conserva una presencia fundamental, pero el resto de las fuerzas sobrenaturales parecen confundirse con la naturaleza, el azar y las consecuencias de las acciones humanas. Esta elección transforma la película en una experiencia más cercana al drama psicológico y, en determinados momentos, al cine de terror. El cíclope, las sirenas, Circe y el descenso al inframundo dejan de ser simplemente episodios fantásticos y adquieren una dimensión inquietante, casi pesadillesca.
El uso del formato IMAX adquiere una importancia especial. Nolan no utiliza la escala únicamente para hacer más espectaculares las batallas, sino para enfrentar al ser humano con la inmensidad del mundo que lo rodea. El mar, las tormentas, las montañas y las criaturas mitológicas convierten a los personajes en figuras diminutas frente a fuerzas que no pueden controlar. La espectacularidad visual, por tanto, no funciona solamente como espectáculo: expresa la fragilidad de Odiseo frente al tiempo, la naturaleza y su propio destino.
Matt Damon construye un Odiseo particularmente humano. Su personaje no parece un semidiós ni un héroe enamorado de la gloria, sino un hombre agotado por aquello que ha vivido. Esa interpretación permite que la película transforme progresivamente la figura del guerrero victorioso en la de un hombre que comprende que ganar una guerra no significa necesariamente haber ganado algo. Anne Hathaway, por su parte, convierte a Penélope en una figura fundamental. Mientras Odiseo atraviesa mares, monstruos y guerras, ella debe mantener en pie el hogar, criar a su hijo y resistir la presión de los pretendientes. Él vive una aventura épica; ella lucha contra el tiempo. Telémaco introduce una tercera perspectiva: la del hijo que intenta reconstruir la imagen de un padre al que prácticamente no conoce.
La principal diferencia respecto de Homero está precisamente en esta transformación. El Odiseo del poema es mucho más ambiguo: puede ser encantador, astuto, mentiroso, arrogante, cruel y egoísta, mientras que Nolan lo convierte en un héroe más reconocible para el espectador contemporáneo, marcado por la culpa y el trauma. La película gana accesibilidad emocional, pero pierde parte de la complejidad moral del personaje homérico.
Aun así, La Odisea puede entenderse como una culminación de las grandes obsesiones de Nolan. En Interstellar, un hombre lucha contra el tiempo para regresar a su familia; en Inception, un personaje intenta volver con sus hijos mientras la realidad se vuelve incierta; en Dunkirk, los hombres solamente quieren regresar vivos; en Oppenheimer, un hombre descubre que ya no puede volver a ser quien era después de haber cambiado el mundo. En La Odisea, todas esas ideas convergen en una única pregunta: ¿qué significa realmente volver?
La respuesta de Nolan es profundamente melancólica. Regresar no significa recuperar el pasado, porque el pasado ya no existe. Odiseo puede alcanzar Ítaca, pero debe descubrir si todavía existe un lugar para él allí y si él mismo continúa siendo el hombre que Penélope y Telémaco recuerdan. El verdadero monstruo no es necesariamente Polifemo, sino la distancia entre el hombre que partió hacia Troya y el hombre que finalmente regresa.
UUser-150421571719 de agosto de 2026
Muy buena
MMartin.cho.859 de agosto de 2026
La Odisea confirma algo que ya sabíamos: Christopher Nolan es uno de los mejores directores de nuestra época. Técnicamente es una película impresionante, con una puesta en escena monumental y un nivel de producción difícil de igualar. Pero, por primera vez con una obra suya, sentí que admiré más de lo que me emocioné. Todo funciona. Nada desentona. Y quizás ahí esté mi conflicto: la película nunca deja de ser excelente, pero tampoco sentí que me atravesara o que asumiera el riesgo que siempre asocié al cine de Nolan. Me encontré contemplándola más que viviéndola. Las actuaciones son muy buenas, aunque ninguna terminó de volarme la cabeza. Salvo Robert Pattinson, que compone un personaje tan miserable y despreciable que terminé odiándolo con ganas. Sigo pensando que Nolan es un gigante del cine. Tal vez por eso mismo le exijo más que a cualquier otro director. Porque cuando tu filmografía incluye obras que marcaron una época, ya no competís contra el resto: competís contra vos mismo.

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