Críticas

Songs for Drella (1990)
LLee Rosal12 de novembro de 2025
"Permeado de pequenos remorsos."
Assistir o álbum que eu gosto, como poderia ser ruim?
Fome de Viver (1983)
LLee Rosal12 de novembro de 2025
Entretenimento gostoso mas não venha com imensas ambições, é pra quem gosta do tema mas também não quer quebrar a cabeça. Além disso tem ótimos nomes, os que todos já sabem: Deneuve, Sarandon e Bowie, e as surpresas: Bauhaus cantando Bela Lugosi e uma ponta rápida (quase febril) do Willem Dafoe. The hunger diverte apensar de dividir opiniões
Doutor Estranho no Multiverso da Loucura (2022)
LLee Rosal12 de novembro de 2025
Já fico feliz que não se rendeu a formula já tão reutilizada nesse universo, no Raimi eu confio, e alias, todas as referencias aos filmes de terror se fizeram valer, mesmo que pra render umas boas e longas risadas. A trilha ta chuchu, Danny Elfman também ainda tem muito da minha admiração e o ASH, gente, Ash estava lá! (isso é realmente bacana), mas voltando ao Multiverso em si, não comprei toda a filosofia e arrependimentos do Stephen, parece que tentaram resgatar essa parte do enredo só pra dar qualquer liga com o primeiro filme e seria até "tudo bem" se não ficassem na repetição e insistência, haviam outras coisas acontecendo e elas eram bem mais interessantes. A UCM precisa começar a pensar em maneiras de reconquistar seu público, pois, hoje ainda está OK mas claramente já começa a apresentar algum cansaço e nem os diretores mais legais do mundo vão dar conta dessa mesma Marvel pra sempre. A experiência foi divertida até onde foi possível.
Quase Deuses (2004)
LLee Rosal12 de novembro de 2025
Seu formato não é nada demais, faz bastante o estilo das cinebiografias de meados dos anos 2000, porém, a história de Vivien Thomas vale a pena ser conferida e acredito que muitos chegaram até ela através do filme, justamente por ser um assunto tão especifico. Infelizmente uma questão muitas vezes repetida, as que são conhecidas, as que ainda iremos conhecer e as que jamais encontrarão a luz, mais uma vez, infelizmente.
Chinatown (1974)
LLee Rosal12 de novembro de 2025
Por algumas questões bem especificas fiquei com Chinatown na cabeça e justamente por essas questões o filme me agradou acima da média: não vou discorrer muito a respeito da técnica pois o mesmo é altamente bem desenvolvido, bonito e melancólico, seu tom condiz muito com as decisões do enredo, logo, tudo o que poderia se desdobrar em heroica investigação é coberto pelo manto da negatividade, impotência e injustiça, que para o diretor naquele momento refletia sua vivencia e toda sua falta de esperança no mundo. Acontece que de tempos em tempos todos nós sentimos com mais ênfase essa hostilidade, então, pode ocorrer que qualquer dia desses, dos ruins, ao assistir esse filme (por coincidência ou não) você se pegue pensando: Forget it, Jake. It's Chinatown.
O Homem do Norte (2022)
LLee Rosal12 de novembro de 2025
Bonito e potente, com roteiro do Rei Leão, é lógico, esse sim deveria ser o verdadeiro live action *brincadeiras a parte*, esse é bom pra ver no cinema, pois, potencializa ainda mais experiência. Se tratando de Eggers, A bruxa e O Farol ainda são superiores (na minha opinião), aguardo Nosferatu.
I, the Worst of All (1990)
LLee Rosal12 de novembro de 2025
Juana Inés de la Cruz merecia que sua história fosse contada e María Luisa Bemberg era o nome certo para contar essa história.
Meu Tio (1958)
LLee Rosal12 de novembro de 2025
Até difícil de acreditar que esse filme foi feito nos anos 50, é doce e engraçadinho mas também bastante critico. Maravilhosas são as cotoveladas ironicas de teor social. A sincronia dos sons e cenas é embasbacante e os cenários naturais são tão bonitos, transmitem uma certa nostalgia, tem cara de infância realmente. Só não aumentei a nota porque acho um pouco mais longo do que deveria mas é chuchu.
A Médium (2021)
LLee Rosal12 de novembro de 2025
Pisanthanakun manda bem até pelo menos metade do filme, ao nos convencer veemente que estamos acompanhando um documentário onde coisas sobrenaturais, porém, sutis acontecem. Então, gradativamente esses acontecimentos se intensificam, e o longa assume aquele perfil do terror de possessão convencional, como se o diretor tivesse se cansado de seu próprio projeto e acaba por se render a todos os clichês possíveis dentro do tema. Está acabada aí a graça do filme que tinha tudo pra ser tão bom quanto Shutter.
The Velvet Underground (2021)
LLee Rosal12 de novembro de 2025
Tudo muito bonito. Todd Haynes já fez alguns filmes que eu amo de paixão, como Velvet Goldmine, por exemplo e com certeza I'm Not There, mas o documentário do VU apesar da montagem visual bastante interessante e diferente, toma rumos não tão interessantes e diferentes assim, no fim só resta mesmo o VU e você permaneceu até o fim somente por eles.
Um Tiro para Andy Warhol (1996)
LLee Rosal12 de novembro de 2025
Valido para conhecer um pouco da polêmica a cerca de Solanas, mas como o título já diz e carrega o nome do Warhol, ele se limita muito ao acontecimento. Tenho a impressão que a personagem de Solanas está bastante caricata, o que dificultou minha empatia e aumentou minha desconfiança em tratar o filme como biográfico, é pra apreciar consciente desses fatores.
Freakscene: The Story of Dinosaur Jr. (2021)
LLee Rosal12 de novembro de 2025
Não estava me aguentando de curiosidade de ver esse, é minha banda favorita da vida e quem conhece sabe das mil tretas que eles passaram até aqui. Infelizmente ainda sinto que nada foi explicado direito e a montagem do documentário em si tem uma cara bem característica de YT, a maioria das entrevistas são antigas tudo me parece uma grande colcha de retalhos. Não é ruim mas também não é ótimo.
National Theatre Live: Fleabag (2019)
LLee Rosal12 de novembro de 2025
Fleabag é mais do que um lance engraçado e muito sincero sobre as mulheres, é algo corajoso também. Muitas de nós ali mesmo entre uma gargalhada e outra compreendemos os sentimentos da personagem, e quanto a identificação de altíssimo grau em alguns, senão, todos aqueles relatos, sejam eles em maior ou menor grau? Tais assuntos e suas abordagens sempre foram amplamente contados pelo ponto de vista masculino, seja falando sobre nós ou tudo a respeito do mundo deles. É gostoso nos ver livres de certos estereótipos que sequer falam diretamente conosco, Phoebe é valiosa, sensata e possui o melhor humor possível para compartilhar tanta profundidade.
Poly Styrene: I Am a Cliché (2021)
LLee Rosal12 de novembro de 2025
Celeste Bell se faz valer de assuntos que temo que alguns fãs de música quando forem assistir o documentário possam ousar querer chamar por aquele termo bobo: "lacração" Só espero que antes que possam soltar qualquer comentário do tipo, os espectadores coloquem a mão na consciência por pelo menos um minuto e avaliem tudo: Poly era mulher, mestiça, fora dos padrões de beleza, líder de uma banda de punk rock, quando a cena era majoritariamente atuada por homens brancos (bem antes do movimento riot girls), e se destacou como poucos, foi um ser humano inacreditável. Bell não tinha sequer maneira de pensar em escapar desses temas, e na minha opinião, ela o abordou muito bem, soube conduzir, costurar as coisas. Fiquei realmente tocada logo ali no inicio quando ela questiona o papel que Poly Styrene teve como mãe, partindo disso, ela desenvolveu muito bem a história e levando e conta todos as aspectos e situações, ela a a perdoa. Celeste Bell sabe que sua mãe teve que se dividir em tantas para ser mãe dela e mãe de um movimento inteiro e que sofreu muito nesse processo.
Um Passe de Mágica (1978)
LLee Rosal12 de novembro de 2025
Sinceramente? Me diverti horrores! As expressões do boneco de ventríloquo como bem planejado "ganharam vida própria", ou uma impressão muito sincera que havia algo maquiavélico ali. Sinceramente (mais uma vez) eu acho que se o final aqui fosse mais aberto impediria o filme de envelhecer tão rápido, traria ainda algumas indagações e teorias, como atualmente o assunto já saturou, o filme acaba se tornando mais um entre tantos, perdendo essa chance de ainda guardar um certo mistério.

Hopkins assim como o Nicholson, nunca foi jovem, né? haha
Que Horas Ela Volta? (2015)
LLee Rosal12 de novembro de 2025
Violências cotidianas que não são nada sutis, quem denomina como sutil ou leve, precisa avaliar melhor as camadas. E bom, pra quem achou a personagem Jéssica folgada.... eu tenho uma notícia pra você e ela não é das boas.
Metal Lords (2022)
LLee Rosal12 de novembro de 2025
Mais ou menos tapeada pelo trailer. Possui elementos interessantes no enredo, e a música, é claro, foi o ponto alto do filme, nisso não teriam como errar. Mas diferente de Escola de Rock, os personagens são chatinhos, principalmente o Hunter Sylvester, mimadíssimo.
Sleepers: A Vingança Adormecida (1996)
LLee Rosal12 de novembro de 2025
Metade narrativa biográfica, metade filme de tribunal. Aquela formula já bem batida do cinema americano dos anos 90 baseado ou levemente baseado em fatos reais. Não duvido que tenha feito barulho em sua época de lançamento, mas envelheceu mal quanto cinema. Já enquanto relato real, puts, muito complicado e de partir o coração.
Jovens Bruxas (1996)
LLee Rosal12 de novembro de 2025
Da série: As porcarias que eu gosto simplesmente porque, é anos 90 com elenco jovem dos anos 90 (Fairuza, Neve e Skeet pra mim são valiosos), aquela trilha alternativa e rebelde e conteúdo wicca da pior qualidade, me divirto como nunca.
Uma Mulher Sob Influência (1974)
LLee Rosal12 de novembro de 2025
No mundo onde o homem fazendo nada ou muito pouco recebe toda honraria, e a mulher ao equilibrar 10, 20 situações das mais complexas, ainda é vista como desequilibrada e incapaz. A sociedade é cruel e manipuladora, Cassavetes nos coloca bem no centro desse universo.