Messiah

Messiah (2020)★ 7.6/10

TV-MA · US · 43 min · 1 de janeiro de 2020 · 1 temporadas

  • Drama
  • Mistério
  • Suspense

Direção: James McTeigue, Kate Woods

Roteiro: Michael Bond, Amy Louise Johnson, Michael Petroni, Kelly Wiles, Eoghan O'Donnell

Quando um oficial da CIA investiga um homem que chama a atenção internacional através de atos de perturbação pública, ele embarca em uma missão de alto risco para descobrir se ele é uma entidade divina ou um vigarista enganador.

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Críticas

RRonilson Araújo27 de novembro de 2022

Um olhar contemporâneo sobre Jesus Cristo, abraçando a polêmica

Contém spoilers
O serviço de streaming Netflix aposta na polêmica como uma de suas estratégias para chamar a atenção e conquistar novos assinantes. O caso mais recente teve foco no Brasil, com o lançamento, em 03 de dezembro de 2019, do curta de humor ‘Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo‘. Por um lado, a Justiça do Rio de Janeiro determinou a retirada do vídeo do catálogo da empresa, em decisão revertida pelo Supremo Tribunal Federal em favor do Netflix. Entre muitos protestos, a Polônia exigiu o mesmo. O prédio da produtora do Porta dos Fundos sofreu um atentado e o suspeito do ataque fugiu para a Rússia. Por outro lado, o grupo do humor recebeu um Emmy Internacional de Melhor Comédia pelo lançamento anterior e igualmente polêmico, “Se Beber, Não Ceie“, da mesma plataforma de vídeos.

É nesse cenário controverso que a Netflix lançou globalmente a série Messiah, no primeiro dia de 2020. Um drama de suspense e intrigas políticas e religiosas, com dez episódios, que sugere, com muita cautela, como seria a segunda vinda do Messias, Jesus Cristo, para os dias de hoje. O criador da trama, roteirista e produtor Michael Petroni, opta por misturar elementos de séries como Homeland (2011-2020), Tyrant (2014-2016) e Fauda (2015-2020), leituras bíblicas, em especial, o Livro do Apocalipse (das Revelações), de João de Patmos e interpretações de como seria o Jesus Histórico, longe de influências eurocêntricas de retratar um Jesus de aparência europeia, como um homem branco, loiro ou ruivo e de olhos claros. Por isso, a escolha do ator belga, de descendência tunisiana, Mehdi Dehbi, no papel central, com sua aparência de traços do Oriente Médio, conhecido por filmes como O Homem Mais Procurado (2014), Invasão a Londres (2016) e a série Tyrant (2014-2016).

Na trama, o personagem central surge em Damasco, na Síria, país fragilizado em decorrência de conflitos por motivos religiosos. Após realizar um discurso enigmático, a região é atingida por uma tempestade de areia que provoca o recuo do Estado Islâmico. As testemunhas denominam o estranho como Al Masih (Debhi), um novo profeta que realizou um milagre. Por isso, milhares de pessoas o seguem através do deserto numa caminhada até a fronteira de Israel, trazendo ao debate a imigração e a situação dos refugiados sírios barrados pelos países vizinhos. Até a palavra adotada é emblemática, porque Al Masih, na tradição islâmica, significa Falso Profeta. Mas pode ser traduzido do árabe como Aquele que foi Ungido e remete a palavra hebraica Masiah, traduzida para o grego como Khristos. Variantes utilizadas para se referir a Jesus Cristo na Bíblia.

O novo profeta e seus seguidores chamam atenção de líderes políticos, da imprensa internacional e da analista da CIA, Eva Geller, interpretada por Michelle Monaghan, estrela de Missão Impossível (2006, 2011 e 2018). Uma mulher metódica, inteligente, focada no trabalho e cética. Claro que o nome Eva não foi escolhido a toa. Para ela, o novo líder é uma ameaça que precisa ser monitorado e desmascarado como impostor. Outro cético é o agente israelense, Aviram Daham, interpretado por Tomer Sisley, de Jesus – A História do Nascimento (2006) e Pura Adrenalina (2011). Ambos vivem momentos desconfortáveis diante do Messias e por causa dele. O confronto entre eles, rendem diálogos que aprofundam as incertezas em torno do personagem central e trazem reflexões entre o ceticismo e a fé.

Em meio a diversos supostos milagres, perguntas sem resposta e investigações, a série tem o mérito de dar voz a várias interpretações, correntes religiosas e contextos políticos, além de saber explorar uma trama em escala global, com personagens bem construídos, em jornadas pessoais interessantes que trazem ao espectador, muitos temas para questionamentos e reflexões. Não se deve esperar grandes momentos de interpretação, mas vale destacar a atuação de Stefania LaVie Owen (Um Olhar do Paraíso, 2009), como a filha do pastor, Rebecca Iguero, e Sayyid El Alami, da comédia francesa Monsieur Je-Sais-Tout (2018), como o jovem seguidor Jibril Medina.

Pena que a série foi cancelada, com vários elementos narrativos sem conclusão da trama, ainda de forma surpreendente.

Fonte SiriNerd
AAnniebyChance27 de abril de 2021

Muito misteriosa

Tava bom demais, muito mistério. A cada episódio, mais perguntas. Aí a Netflix cancela. Já que não vai mais rolar, podiam ao menos explicar os fatos da temporada 1 e o que ocorreria nas outras, logo. Curioso até agora.

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