
Messiah (2020)★ 7.6/10
- Drama
- Mistério
- Suspense
Direção: James McTeigue, Kate Woods
Roteiro: Michael Bond, Amy Louise Johnson, Michael Petroni, Kelly Wiles, Eoghan O'Donnell
Quando um oficial da CIA investiga um homem que chama a atenção internacional através de atos de perturbação pública, ele embarca em uma missão de alto risco para descobrir se ele é uma entidade divina ou um vigarista enganador.
Elenco e equipe
Ver tudo ›
Michelle MonaghanEva Geller
Mehdi DehbiAl-Masih
John OrtizFelix Iguero
Tomer SisleyAviram Dahan
Melinda Page HamiltonAnna Iguero
Stefania LaVie OwenRebecca Iguero
Sayyid El AlamiJibril Hassan
Jane AdamsMiriam Keneally
Wil TravalWill Mathers
Farès LandoulsiSamer
Barbara Eve HarrisKatherine Bailey
Assaad BouabQamar MaloofVídeos
Ver tudo ›Críticas
R
Ronilson Araújo27 de novembro de 2022
Ronilson Araújo27 de novembro de 2022Um olhar contemporâneo sobre Jesus Cristo, abraçando a polêmica
Contém spoilers
O serviço de streaming Netflix aposta na polêmica como uma de suas estratégias para chamar a atenção e conquistar novos assinantes. O caso mais recente teve foco no Brasil, com o lançamento, em 03 de dezembro de 2019, do curta de humor ‘Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo‘. Por um lado, a Justiça do Rio de Janeiro determinou a retirada do vídeo do catálogo da empresa, em decisão revertida pelo Supremo Tribunal Federal em favor do Netflix. Entre muitos protestos, a Polônia exigiu o mesmo. O prédio da produtora do Porta dos Fundos sofreu um atentado e o suspeito do ataque fugiu para a Rússia. Por outro lado, o grupo do humor recebeu um Emmy Internacional de Melhor Comédia pelo lançamento anterior e igualmente polêmico, “Se Beber, Não Ceie“, da mesma plataforma de vídeos.
É nesse cenário controverso que a Netflix lançou globalmente a série Messiah, no primeiro dia de 2020. Um drama de suspense e intrigas políticas e religiosas, com dez episódios, que sugere, com muita cautela, como seria a segunda vinda do Messias, Jesus Cristo, para os dias de hoje. O criador da trama, roteirista e produtor Michael Petroni, opta por misturar elementos de séries como Homeland (2011-2020), Tyrant (2014-2016) e Fauda (2015-2020), leituras bíblicas, em especial, o Livro do Apocalipse (das Revelações), de João de Patmos e interpretações de como seria o Jesus Histórico, longe de influências eurocêntricas de retratar um Jesus de aparência europeia, como um homem branco, loiro ou ruivo e de olhos claros. Por isso, a escolha do ator belga, de descendência tunisiana, Mehdi Dehbi, no papel central, com sua aparência de traços do Oriente Médio, conhecido por filmes como O Homem Mais Procurado (2014), Invasão a Londres (2016) e a série Tyrant (2014-2016).
Na trama, o personagem central surge em Damasco, na Síria, país fragilizado em decorrência de conflitos por motivos religiosos. Após realizar um discurso enigmático, a região é atingida por uma tempestade de areia que provoca o recuo do Estado Islâmico. As testemunhas denominam o estranho como Al Masih (Debhi), um novo profeta que realizou um milagre. Por isso, milhares de pessoas o seguem através do deserto numa caminhada até a fronteira de Israel, trazendo ao debate a imigração e a situação dos refugiados sírios barrados pelos países vizinhos. Até a palavra adotada é emblemática, porque Al Masih, na tradição islâmica, significa Falso Profeta. Mas pode ser traduzido do árabe como Aquele que foi Ungido e remete a palavra hebraica Masiah, traduzida para o grego como Khristos. Variantes utilizadas para se referir a Jesus Cristo na Bíblia.
O novo profeta e seus seguidores chamam atenção de líderes políticos, da imprensa internacional e da analista da CIA, Eva Geller, interpretada por Michelle Monaghan, estrela de Missão Impossível (2006, 2011 e 2018). Uma mulher metódica, inteligente, focada no trabalho e cética. Claro que o nome Eva não foi escolhido a toa. Para ela, o novo líder é uma ameaça que precisa ser monitorado e desmascarado como impostor. Outro cético é o agente israelense, Aviram Daham, interpretado por Tomer Sisley, de Jesus – A História do Nascimento (2006) e Pura Adrenalina (2011). Ambos vivem momentos desconfortáveis diante do Messias e por causa dele. O confronto entre eles, rendem diálogos que aprofundam as incertezas em torno do personagem central e trazem reflexões entre o ceticismo e a fé.
Em meio a diversos supostos milagres, perguntas sem resposta e investigações, a série tem o mérito de dar voz a várias interpretações, correntes religiosas e contextos políticos, além de saber explorar uma trama em escala global, com personagens bem construídos, em jornadas pessoais interessantes que trazem ao espectador, muitos temas para questionamentos e reflexões. Não se deve esperar grandes momentos de interpretação, mas vale destacar a atuação de Stefania LaVie Owen (Um Olhar do Paraíso, 2009), como a filha do pastor, Rebecca Iguero, e Sayyid El Alami, da comédia francesa Monsieur Je-Sais-Tout (2018), como o jovem seguidor Jibril Medina.
Pena que a série foi cancelada, com vários elementos narrativos sem conclusão da trama, ainda de forma surpreendente.
Fonte SiriNerd
É nesse cenário controverso que a Netflix lançou globalmente a série Messiah, no primeiro dia de 2020. Um drama de suspense e intrigas políticas e religiosas, com dez episódios, que sugere, com muita cautela, como seria a segunda vinda do Messias, Jesus Cristo, para os dias de hoje. O criador da trama, roteirista e produtor Michael Petroni, opta por misturar elementos de séries como Homeland (2011-2020), Tyrant (2014-2016) e Fauda (2015-2020), leituras bíblicas, em especial, o Livro do Apocalipse (das Revelações), de João de Patmos e interpretações de como seria o Jesus Histórico, longe de influências eurocêntricas de retratar um Jesus de aparência europeia, como um homem branco, loiro ou ruivo e de olhos claros. Por isso, a escolha do ator belga, de descendência tunisiana, Mehdi Dehbi, no papel central, com sua aparência de traços do Oriente Médio, conhecido por filmes como O Homem Mais Procurado (2014), Invasão a Londres (2016) e a série Tyrant (2014-2016).
Na trama, o personagem central surge em Damasco, na Síria, país fragilizado em decorrência de conflitos por motivos religiosos. Após realizar um discurso enigmático, a região é atingida por uma tempestade de areia que provoca o recuo do Estado Islâmico. As testemunhas denominam o estranho como Al Masih (Debhi), um novo profeta que realizou um milagre. Por isso, milhares de pessoas o seguem através do deserto numa caminhada até a fronteira de Israel, trazendo ao debate a imigração e a situação dos refugiados sírios barrados pelos países vizinhos. Até a palavra adotada é emblemática, porque Al Masih, na tradição islâmica, significa Falso Profeta. Mas pode ser traduzido do árabe como Aquele que foi Ungido e remete a palavra hebraica Masiah, traduzida para o grego como Khristos. Variantes utilizadas para se referir a Jesus Cristo na Bíblia.
O novo profeta e seus seguidores chamam atenção de líderes políticos, da imprensa internacional e da analista da CIA, Eva Geller, interpretada por Michelle Monaghan, estrela de Missão Impossível (2006, 2011 e 2018). Uma mulher metódica, inteligente, focada no trabalho e cética. Claro que o nome Eva não foi escolhido a toa. Para ela, o novo líder é uma ameaça que precisa ser monitorado e desmascarado como impostor. Outro cético é o agente israelense, Aviram Daham, interpretado por Tomer Sisley, de Jesus – A História do Nascimento (2006) e Pura Adrenalina (2011). Ambos vivem momentos desconfortáveis diante do Messias e por causa dele. O confronto entre eles, rendem diálogos que aprofundam as incertezas em torno do personagem central e trazem reflexões entre o ceticismo e a fé.
Em meio a diversos supostos milagres, perguntas sem resposta e investigações, a série tem o mérito de dar voz a várias interpretações, correntes religiosas e contextos políticos, além de saber explorar uma trama em escala global, com personagens bem construídos, em jornadas pessoais interessantes que trazem ao espectador, muitos temas para questionamentos e reflexões. Não se deve esperar grandes momentos de interpretação, mas vale destacar a atuação de Stefania LaVie Owen (Um Olhar do Paraíso, 2009), como a filha do pastor, Rebecca Iguero, e Sayyid El Alami, da comédia francesa Monsieur Je-Sais-Tout (2018), como o jovem seguidor Jibril Medina.
Pena que a série foi cancelada, com vários elementos narrativos sem conclusão da trama, ainda de forma surpreendente.
Fonte SiriNerd
A
AnniebyChance27 de abril de 2021
AnniebyChance27 de abril de 2021Muito misteriosa
Tava bom demais, muito mistério. A cada episódio, mais perguntas. Aí a Netflix cancela. Já que não vai mais rolar, podiam ao menos explicar os fatos da temporada 1 e o que ocorreria nas outras, logo. Curioso até agora.





