Full Moon: a menina que cresceu rápido demais

Críticas Gerais

Full Moon, de Jeong Ji-hye, que assisti na cabine de imprensa da 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, é divertido, excêntrico e, ao mesmo tempo, um filme sobre amizade e família.

A protagonista é uma adolescente que se tornou, cedo demais, a guardiã dos próprios pais. Carrega uma responsabilidade que não é da sua idade e cresceu carente de afeto e cuidado. Por isso é dura. Mesmo quando vive coisas de uma adolescente comum, como dançar com as melhores amigas ou se interessar por um garoto da escola, parece haver algo fora do lugar: ela tem dificuldade de se abrir e de viver aquilo por inteiro.

O que mais me toca é a inveja. Em alguns momentos, percebo que ela olha para as amigas e deseja a vida mais leve que elas têm, com alguém para protegê-las e mais liberdade para serem apenas crianças. Não é uma inveja mesquinha, é a de quem nunca pôde baixar a guarda. O filme também fala de diferença de classes, e isso, para mim, dá outra camada a esse olhar.

Sem entregar o desfecho, há no caminho um olhar mais generoso dela para a própria vida.

Comentários 0

Ainda não há comentários.

Deste autor