Crítica - A Empregada
Críticas Gerais
A Empregada é um suspense divertidíssimo, cheio de reviravoltas e com trama digna do Supercine, mas que funciona maravilhosamente bem.
Trazendo uma mulher que é contratada para trabalhar e morar como empregada na casa de uma família que parece abrigar segredos, e isso é o máximo que posso dizer sobre sua história, já que um dos prazeres de A Empregada é se deixar levar pela sua história. Recheado de reviravoltas, o roteiro acerta por trazer uma história bem boladinha, onde mesmo os próprios absurdos do roteiro (com suas conveniências, coincidências e situações previsíveis) são tratados com uma certa irreverência e principalmente, com total consciência disso, o que ajuda a tornar o filme ainda mais divertido. Além disso, o roteiro satisfaz em como vai amarrando a história, o que leva a um terceiro ato deliciosamente satisfatório.
Dirigido por Paul Feig, o diretor, mais acostumado com comédias, faz um trabalho ainda melhor do que o realizado nos dois Um Pequeno Favor, e que aqui, comprova que aqueles dois filmes foram preparativos para esse, já que o cineasta demonstra cuidado para narrar a história, abraçando um clima ligeiramente farsesco e por vezes propositalmente ridículo em seu primeiro ato, como os sustos ocasionais ou a trilha sonora com tendência à obviedade (o que me lembrou as muitas produções que marcaram o Supercine), ao mesmo tempo que curiosamente parece ressaltar através dessa estratégia a maneira como as elites vivem fora da realidade. Aliás, é a maneira com que o diretor estabelece o tom da narrativa que merece destaque, já que mesmo abraçando um estilo mais divertido para desenvolver sua história, ele ainda mantém certa tensão, que será importante para o momento que o filme “vira a chave”, onde aí sim, a tensão leve que estava lá explode de forma surpreendente. Mas como de hábito, só é uma pena que o diretor se deixe levar pela autoindulgência – e pelo talento do elenco e das situações – ao permitir que alongue o filme um pouco mais que o necessário (e há uma longuíssima passagem em flashback que mesmo eficaz, se torna um pouco longa), embora confesse que o filme não se mostra cansativo em pouco mais de duas horas de duração.
Contando ainda com ótimas atuações (Sydney Sweeney está muito bem, convencendo ao trazer simplicidade à personagem, Brandon Sklenar confere charme e certa virilidade que serão importantes ao serem desconstruídas – e certamente, sua participação em É Assim Que Acaba foi importante aqui, onde lá era a salvação da sua protagonista, aqui se torna o contrário -, enquanto isso, Amanda Seyfried se esforça para conferir uma atuação brilhante a um filme que teoricamente não precisaria, onde confere através dos modos expansivos de sua personagem uma certa carência e um desejo de pertencer que mais parecem um pedido de socorro, o que contrasta com os momentos de explosão que ela têm ao longo do filme), excelentes figurinos, um belo design de produção, uma ótima fotografia (que acerta por mudar a paleta conforme a história se desenrola, trazendo calor dentro da casa em grande parte do filme, mas ainda mantendo certa assepsia que será importante depois, como se comentasse as aparências de uma relação), uma trilha sonora eficaz, enfim, é um filme excelente e muitíssimo divertido.
Baseado no Livro de Freida McFadden.
Gênero: Suspense
Duração: 131 Minutos
Classificação Indicativa: 16 Anos (Violência, Conteúdo Sexual e Drogas Lícitas)
Distribuição: Paris Filmes
Direção: Paul Feig
Elenco: Sydney Sweeney, Amanda Seyfried e Brandon Sklenar
Essas e outras críticas, você pode ler aqui:
https://criticasdefilmes1.wordpress.com/









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