Dia D e a catarse da monotonia
Críticas GeraisAcho que grandes diretores não precisam se provar e tenho certeza que a perseguição a Steven Spielberg jamais fará sentido nenhum, acho que todos nós temos certas memórias afetivas com suas obras e eu as defendo do fundo do meu coração hoje e sempre mas também precisamos dar o braço a torcer quando algo sai realmente desagradável e esse pode sim ser o caso.
Ontem tive meu contato com Dia D que conta com um ótimo elenco, o Spielberg conseguiu trazer para os nossos seios o queridíssimo Colin Firth. O seguimento do filme é bem simples, revelar a humanidade a existência de alienígenas, a “complexidade” toda vem em como isso vai ser feito e é basicamente um podcast de teorias da conspiração — ou não, depende muito do que você acredita — destrinchado em algumas boas horas de filme que pra mim passou numa vagareza inacreditável.

Vamos partir do inicio, o filme é bem ruim em apresentar seus problemas e pior ainda em apresentar suas soluções, grandes conflitos da trama são resolvido com uma facilidade imensa, quase que com o “poder da amizade” e vamos lá, sabemos quem é o diretor e sabemos o nice guy que ele é mas isso pode e é um artifício que muita das vezes faz a trama se atropelar, não conseguimos aproveitar os momentos de tensão pois sabemos o quão fácil vai ser o desenrolar apenas por essa forma rasa de como tudo se resolve. O roteiro todo sem si é bem pobre mas tenta mesmo se agarrar a características mais ingênuas, menos palpáveis e isso acaba fazendo o filme se equilibrar mal entre dois núcleos, é fácil em alguns momentos você esquecer que existe o núcleo da Emily Blunt assim como também é muito fácil você esquecer do núcleo do Josh O’Connor e o problema não é das atuações em si, é simplesmente um encaixe pobre no roteiro que faz a trama ficar picotada de ma forma bem ruim mesmo ela não tendo nenhum vai e vem, a montagem é linear mas mal feita.
No mais, as atuações são muito convincentes e a direção de fotografia se mostra competente mas não é algo que vai mudar a sua vida, de forma alguma, os efeitos de CGI do filme são tenebrosos em alguns momentos e em cenas sérias acabam sendo meio deslocadas demais já que pelo menos a mim gerou risada, há um ótimo design de som e a experiencia no geral é divertida nos primeiros vinte cinco minutos, depois o filme mesmo passa a não se conhecer mais tão bem.
Como diria o grande ET de Varginha: Busquem conhecimento.





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