Love Me
Críticas Gerais
Lançado nos Cinemas nos EUA. Lançado Diretamente em Plataformas Digitais no Brasil. Love Me apresenta boas ideias e belos visuais, mas não consegue sustentar suas ideias nem mesmo o interesse na história.
Ambientado em uma Terra que a humanidade foi extinta onde uma boia e um satélite se conhecem e inevitavelmente se apaixonam, Love Me tenta criar uma história de amor curiosa e inusitada à sua própria maneira, buscando meios visuais para tornar a narrativa mais interessante, e utilizando também da própria imaginação de seus personagens, que como objetos inanimados precisam achar alguma forma para expressar suas emoções. E se o primeiro ato é interessante ao apresentar seu universo e claro, nos mostrar o processo dos dois de se comunicarem, superando a programação deles para terem uma comunicação básica. Infelizmente, o filme acaba fracassando no seu aspecto humano, já que em sua tentativa de falar sobre o desejo inerente do ser humano de criar conexões com um outro alguém, acaba parecendo um filme com uma visão muito limitada sobre a compreensão dos nossos sentimentos.
E para piorar, os personagens não se mostram dos mais inteligentes, já que a boia busca criar um padrão de comportamento baseado em vídeos de influencers e de redes sociais como o Instagram, o que não é a melhor escolha, e com isso, boia e satélite criam uma espécie de realidade imaginária compartilhada apenas entre eles onde tentam reproduzir comportamentos humanos que simulem uma interação humana natural, mas que se revela bem mais uma idealização (só fica o questionamento de como as redes sociais continuaram no ar depois da humanidade ter acabado). Porém, sem a melhor das bases para seus personagens entenderem as relações humanas, fica parecendo superficial, e acredito que essa não era a intenção dos diretores (e roteiristas) Sam e Andy Zuchero, pois percebe-se uma busca pela humanidade de seus personagens e também na compreensão dos seus sentimentos internos, assim como conceitos filosóficos como “o que é a vida?”. E mesmo que se diga que a intenção era retratar como a superficialidade das redes sociais impede uma aproximação mais real com alguém, o discurso meio que se perde no filme.
Ao menos do ponto de vista estético o filme se sai bem melhor, já que o design de produção encanta com o visual de uma Terra morrendo e encontra na fotografia enquadramentos belíssimos que ressaltam as cores da Terra e mais tarde, da casa imaginada pelos protagonistas, que ao menos torna a experiência interessante do ponto de vista visual (e Kristen Stewart e Steven Yeun são intérpretes bons o bastante para segurar a narrativa, mesmo que o roteiro deles não seja dos melhores). Porém, da animação mal realizada que cai no vale da estranheza (e que embora coerente na proposta do filme, acaba incomodando) passando para conceitos que não ficam bem explicados (como que aqueles personagens – lembrem-se que são objetos inanimados – entendem o conceito de sexo? Por que eles se alimentam?), fica parecendo um filme que tinha muito o que explorar, mas não conseguiu alçar voos maiores.
Gênero: Drama/Romance/Ficção Científica
Duração: 92 Minutos
Distribuição: Universal Pictures
Direção: Sam Zuchero e Andy Zuchero
Elenco: Kristen Stewart e Steven Yeun
Essas e outras críticas, você pode ler aqui:
https://criticasdefilmes1.wordpress.com/




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