UMBRELLAS

Críticas Gerais

A animação “Umbrella” (2020), é uma história sobre generosidade e empatia, baseada em uma história real - que pode já ter sido experienciada por muitos ao redor do mundo. O apelo melodramático é protagonizado por duas crianças, e poderia até mesmo afirmar que também por um objeto significativo: O guarda-chuva amarelo. 

 

O curta-metragem apresenta como narrativa a história de um casal de crianças órfãs e o sentimento de apego emocional da parte do garoto - o qual foi deixado na porta do orfanato pelo pai - um refugiado que morava nas ruas com seu filho. O apego estava relacionado ao guarda-chuva de cor marcante que o pai utilizava. É evidente que a cor amarela é extremamente presente na narrativa, tornando-se uma forma de comunicação com o público, transmitindo um ar de doçura e esperança. Para além do objeto de memória paterna, a cor está em seu cachecol, paredes do orfanato, colorações de cabelo, e assim por diante. Assim como a cor azul, que também é essencial para o ar de melancolia do enredo. 

 

Para além da comunicação das cores, a alternância dos efeitos sonoros são essenciais - principalmente em uma narrativa que não possui o uso da fala, mas somente os gestos, olhares e efeitos de edição. Até o momento clímax do curta, a música é quase que onírica e infantil. No momento em que o garoto é transportado para os takes de suas memórias com o pai, a sonoridade é alternada para algo mais dramático, transmitindo a ideia de que este seria o momento ideal para o público se emocionar, de fato. 

 

No fim das contas, a animação é tocante. Faz com que sejamos transportados para aquela atmosfera fria e triste, por muitas vezes. Entretanto, nos coloca a frente de uma relação de amor que foi florescida por ambos, que seguiram juntos até o fim. 

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