ONDE VOCÊ ESTAVA?

Curiosidades

  ONDE VOCÊ ESTAVA? 

Quando penso no tema do filme A culpa é das estrelas, onde os jovens Hazel Grace e Augustus vivem uma história de amor, acredito que é justificável sentir raiva e se encher de questionamentos, e a palavra "culpa" então faz todo sentido. Culpa por toda dor, medo e angústia, culpa por permitir duas pessoas tão jovens passar por coisa tão cruel. Mas, basta poucos momentos do filme para se compreender que o protagonismo da história não era a dor, a tristeza, o sofrimento, o medo, a raiva e revolta, nao era a terrivel doença, nem a morte, mas sim a vida , suas  vidas e o amor genuíno, doce e forte que chegou e eles receberam corajosamente, com alegria.  

     Hazel e Augustus eram os donos de suas escolhas, do seu tempo, dos seus desejos, carinhos, das palavras, dos abraços e beijos partilhados, eram os donos dos seus sentimentos, da vibração do coração no encontro de seus olhares, das lágrimas carregadas de emoções e gratidã por terem se encontrado, aberto suas portas de suas vidas e tocado tão plenamente a vida um do outro.

     O jovem casal não estava sob a sombra pesada e inabalável da doença, mas sim sob um céu brilhante e repleto de promessas silenciosas, de diálogos fortes, cativantes, inspiradores, de amizade e cuidado mútuo, com muita esperança, serenidade e resignação. 

     É curioso é triste saber que Hazel e Augustus, nas condições em que estavam foram capazes de aceitar com alegria o que muitos de nós, ainda que fisicamente saudáveis destruímos com mesquinharias, egoísmos e justificativas patéticas. Eles aceitaram caminhar lado a lado, numa troca perfeita de conversas, risos, planos, sonhos e promessas. É essa a garantia, o registro incondicional na história dos seres que viveram a experiência mais sublime do ser humano que é amar e se deixar amar; é somente assim que alguém é lembrado, e não pode jamais ser esquecido, afinal, pessoas que não apenas passam pela vida, mas caminham por ela tocando e tomando para si o grande tesouro do universo que é encontrar o outro e ser capaz de doar um pouco de si, enquanto acolhe com alegria o que o outro é capz de lhe doar.  

     Não, meus caros amantes do romantismo, existem culpados, nem sobra espaços para lamentações pelo curto tempo destes apaixonados, pois, todos os espaços estão cheios de gratidão pelo saudoso e eterno amor que  viveram. Um exemplo a ser celebrado e copiado. Portanto, onde estava a vida quando ele partiu? Quando deixou aquela dor da despedida rasgar o peito de sua amada? Estava florescendo nos corações que ele conquistou com o seu existir.

      Ok universo das estrelas? 

      Ok universo dos enamorados.

 

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