The Flash - Crítica

Críticas Gerais

Após oito anos de espera, passando de mão para vários diretores e roteiristas, enfim podemos desfrutar desse grande acerto cinematográfico da DC. The Flash (2023) é um ótimo filme de quadrinhos sem medo de mostrar suas referências, homenagens e seu encerramento no SnyderVerse. 

Comandado pelo Andy Muschietti (It - A Coisa), o diretor teve carta branca para usufruir dos materiais oferecidos pelo estúdio. Mesmo se tratando de uma obra que foi iniciada durante a pandemia da covid-19, o longa teve inúmeros adiamentos, passou por refilmagens e chegou nesse resultado brilhantemente. 

Inspirado na saga do velocista que reiniciou os quadrinhos da editora em 2011, The Flash (2023) se trata de uma história sobre universo paralelo. Onde Barry Allen (Ezra Miller) volta no tempo para evitar uma tragédia, mas as consequências surgem e ele precisa salvar esse novo mundo onde não existem super-heróis. 

A melhor coisa desse enredo é o nosso protagonista, Ezra Miller (Liga Da Justiça) nos entrega um papel em dose tripla, nos mostrando novamente que consegue segurar um filme desse calibre. Fazia tempo que não víamos ele se soltar tanto desde Precisamos Falar Sobre o Kevin (2011). Suas expressões, carismas e até a personalidade durante atuação aos personagens é destacado de forma positiva.

Trinta anos depois, Michael Keaton (Batman) está de volta a um dos seus papéis mais consagrados, nos mostrando um Bruce Wayne aposentado e um pouco fora de forma. Sua participação é linear a história, pois somente com esse personagem que teremos as soluções sobre a mesa.

O cuidado de trazer esse personagem e manter sua coerência desde o material original, com referências, ambientação, figurinos e postura foi um dos pontos fortes no roteiro. 

Mesmo com pouco tempo de tela para nos mostrar do que é capaz, o lore de Krypton está na Supergirl (Sasha Calle). Sua racionalidade e pureza é duvidosa, mas atrativo para o público. 

Seus efeitos especiais deixam a desejar em uma parte, sabemos que a visão artística deve está presente e bem representado. No entanto, no terceiro ato do filme parece que a computação gráfica deixou na mão os artistas, pois a nitidez de reparar os personagens sem expressão podem causar um incomodo ou só uma observação.

Com um roteiro bem condizente, usando o drama de se autoconhecer como principal objetivo, isso com certeza diferencia o membro da Liga da Justiça em seu filme solo.

Sem medo de parecer uma coisa infantil, o longa nos leva a uma aventura super carismática, colorida e com ângulos bem semelhantes aos quadrinhos.

Sua trilha sonora é eletrizante cheia de ação e homenagens aos saudosistas.

A direção de Andy Muschietti (It - A Coisa) cativou os produtores e os chefes do DCU, sem dúvidas esse foi o primeiro de inúmeros trabalhos que está por vim nessa nova jornada.

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