Creed III - Crítica

Críticas Gerais

Uma das franquias de esportes mais bem sucedida dos últimos anos está de volta, mesmo se tratando de um spin-off, Creed já nos mostrou que pode seguir o legado de Rocky sem precisar de uma mãozinha.

Em seu primeiro trabalho como diretor, Michael B. Jordan (Pantera Negra) nos mostra que adquiriu algumas técnicas e até aperfeiçoou elas para seu próprio filme. Para quem conhece o trabalho do ator, sabe que ele é um grande fã dos desenhos japonês, os famosos animes e por incrível que pareça o filme parece um episódio de anime. Com movimentos de câmeras nunca visto antes na franquia e poses de personagens que nós lembram os desenhos, Jordan demostra sua inspiração com orgulho, o que deixa o filme com um aspecto de único. 

Mas como nem tudo é flores, talvez o único ponto que possa deixar o público meio perdido é no período de tempo que se passa a história nos dias atuais, as coisas vão acontecendo e nos o público não sentimos a passagem de tempo, parece que tudo tá acontecendo na mesma semana ou no mesmo mês. 

Com o roteiro de Ryan Coogler (Pantera Negra) sentimos sua identidade e seu apoio para Michael B. Jordan na direção. Assim como sua franquia original, o filme mostra como o peso da vida cai sobre a gente, o boxer em si é mais um artifício para entreter a história. 

Podemos dizer que o personagem de Jonathan majors (Lovecraft Country) tem suas razões para ser o antagonista, com poucas palavras, mas com sede de vitória depois de muito tempo parado, seu personagem é apresentado como um homem que não tem medo e que sabe o que faz, tendo sua mentalidade do início até o fim da história, o que deixa a gente até com dúvida para quem torcar depois que as cartas são jogadas sobre a mesa. 

Com o passar da franquia, vimos o crescimento de vários personagens que estão em volta de Adonis Creed, como sua esposa, filha e mãe, nessa trama todas são afetadas pelas consequências do antagonista, o que mostra um desenvolvimento pacifico e difícil.

A surpresa fica por conta da pequena Mila Davis-kent (O Residente) que nos deixa impressionado com sua interpretação, a personagem dela é a novidade da franquia e a interação com Michael B. Jordan é algo de ouro. 

Mesmo com algumas complicações, essa passagem de dois anos de trabalho, só nos mostra o quão Michael B. Jordan abraçou essa franquia e está seguro de suas decisões para o futuro desse universo, uma participação surpresa bem razoável pode nos deixar ansiosos para um spin-off em breve. É incerto quando veremos o retorno desse universo, mas não demorará muito para voltamos ao Boxer.

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