AMSTERDAM - Crítica

Críticas Gerais

Uma das promessas desse ano demorou 6 anos para sair do papel, com uma história simples onde três amigos tem que provar que são inocentes em meio as acusações de um assassinato, gerando uma das maiores conspirações que foram varridas para debaixo do tapete na história americana. 

Mais uma vez o diretor e roteirista David O. Russell (Trapaça) nos leva apreciar sua obra atraves de seu elenco, com certeza esse é o elenco de milhões desse ano, mas do que adianta trazer pessoas tão premiadas e conhecidas de Hollywood se seu roteiro não é tão aprofundado mesmo se baseando em alguns fatos reais.

 Os personagens desse filme são esquisitos e isso faz a gente apreciar eles pois está longe do padrão que estamos acostumados, personagens ricos que foram afetados pela guerra e que tiveram suas consequências, infelizemente nada disso consegue se salvar no roteiro que tenta fazer piadas ou mostrar lutas e causas da época até mesmo racial, mas com frases feitas por brancos.

O trio composto por Christian Bale (Batman begins), Margot Robbie (O esquadrão suicida) e David Washington (Tenet) nos faz ter um conforto pela interação dessa amizade passada na década de trinta. Acompanhamos a história atraves da visão e narração de Burt Berendsen (Christian Bale), a caracterização desse personagem de longe é algo que consegue manter a gente atento no filme e até gostar do seu jeito.

A enfermeira Valerie (Margot Robbie) com certeza é a personalidade mais criativa do filme, seu momento de apresentação poderia valer apenas com palavras, mas o roteiro nos faz voltar ao passado e perde a linha do tempo fazendo até o público esquecer por qual motivo a gente teve que voltar no tempo.

O advogado Harold (David Washington) acaba sendo o racional, embora tem momentos onde o próprio ator se perde na história e tenta ganhar valor nos minutos finais do longa.

Para cada participação especial parece que os personagens ganham uma postura ou ar de surpresa na hora de suas apresentações, Anya Taylor-Joy (O Gambito da Rainha), Rami Malek (Mr. Robot), Robert De Niro (Os Bons companheiros) são alguns dos astros que parecem e tentam ganhar valor em meio ao caos de destaque.

As adaptações ao século são bem detalhados, rico em figurinhos e maquiagem, talvez seja o único ponto que chamem atenção em alguma premiação, assim como a trilha sonora de Daniel Pemberton que nos faz ter um conforto da época.

Amsterdam poderia ter focado no plot da conspiração e ter aproveitado mais seus personagens nessa amizade em meio a situação, se não fosse a perda de tempo de andar em círculos poderia ter nos economizado pelo menos uns 20 minutos do nosso tempo. 


Comentários 0

Ainda não há comentários.

Deste autor