
Raquel 1:1 (2022)★ 6.7/10
Raquel 1,1
- Horror
- Suspense
Direção: Mariana Bastos
Roteiro: Mariana Bastos
Raquel é uma adolescente que se muda com o pai para uma pequena cidade em busca de uma nova vida. Nos primeiros dias, ela acredita ter recebido uma missão importante e controversa relacionada à Bíblia.
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Elenco e equipe
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Valentina HerszageRaquel
Caroline AbrasMulher Morta 1 (voice)
Emílio de MelloHermes
Ravel AndradeGustavo
Mayara ConstantinoMulher Morta 3 (voice)
Priscila BittencourtAna Helena
Maria Laura NogueiraMulher Morta 5 (voice)
Eduarda SamaraLaura
Renata GasparMulher Morta 4 (voice)
Lianna MatheusElisa
Giulia MirandaPietra
Graça de AndradeVizinha Da FrenteVídeos
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C
Cinéfila Consumidora29 de maio de 2025
Cinéfila Consumidora29 de maio de 2025Nos últimos anos, perdi realmente o "pavor" de filmes de terror que tinha durante a infância. De forma alguma sou uma expert no gênero, até porque o gênero terror contém inúmeros subgêneros, me faltando ainda inclusive assistir a filmes clássicos hollywoodianos que moldaram o terror como o conhecemos. Na Faculdade Cásper Líbero recentemente, tive a oportunidade de assistir a uma sessão de Raquel 1:1 e fiquei admirada com como a diretora Mariana Bastos e equipe conseguiram, com algum esforço, entregar um produto audiovisual dentro desta categoria que também nos faça questionar nossas crenças e os supostos princípios dentro da religião. Vale reforçar que o audiovisual de maneira geral ainda tem um longo caminho a andar com relação às mulheres como protagonistas e críticas de suas histórias, além de ir quebrando aos poucos o fato de serem subestimadas dentro da estética do horror.
L
Lavínia Vilas Bôas26 de maio de 2025
Lavínia Vilas Bôas26 de maio de 2025Filme com uma crítica muito bem construída, sem contar com a atuação da Valentina, sempre impecável. Atmosfera perfeita e um bom terror psicológico. recomendo!
G
Guimarques.o26 de maio de 2025
Guimarques.o26 de maio de 2025Raquel 1:1 é um filme que provoca pela coragem de tocar numa área tão enraizada no país principalmente e no mundo, como o fanatismo religioso. O jeito como a história mostra a tentativa de calar a voz feminina dentro da fé me incomodou — no bom sentido. É impossível não se indignar com a forma como a religião é usada pra controlar corpos, decisões e até o pensamento das mulheres. A jornada da Raquel, querendo reescrever a Bíblia sob uma nova ótica, soa como um grito necessário. Não é sobre desrespeitar a fé, mas sobre questionar quem se beneficia do silêncio imposto às mulheres. O filme mexe com feridas reais e ainda assim mantém uma narrativa sensível. Me fez pensar no quanto é urgente abrir espaço pra outras interpretações da fé.
M
Mirella Bosso26 de maio de 2025
Mirella Bosso26 de maio de 2025Raquel 1:1 é uma produção feminina (com direção de Mariana Bastos e produção de Morena Koti), com uma narrativa feminina e até mesmo feminista. O filme conta a história de Raquel (Valentina Herszage), uma adolescente que se muda com seu pai, Hermes (Emílio de Mello), para uma pequena cidade interiorana com a intenção de recomeçarem a vida após a perda violenta da mãe de Raquel. Nessa inserção ao novo ambiente, a garota faz amizade com as meninas da igreja evangélica, recurso de que, apesar de desaprovação de seu pai, já fazia uso para lidar com suas dores. Raquel traz a questão do olhar dos retratos bíblicos sobre a mulher, sobretudo no velho testamento, chamando a atenção da filha da pastora, que faz com que toda a cidade a enxergue como uma falsa profeta. As demais meninas do grupo concordam com o ponto de vista de Raquel, que propõe que elas reescrevam a Bíblia, de forma que o olhar para as mulheres se torne menos violento e misógino.
O terror utilizado nessa abordagem é um paralelo, inclusive, com a violência que se apresenta na forma como as mulheres são retratadas no contexto cristão, sem ter a necessidade do apelo a recursos gráficos extremos ou os esperados “sustos”. Isso sem abrir mão do suspense, muito bem executado principalmente pela montagem de som, pelas mãos do montador Guilherme Porto. A edição de áudio, inclusive, é a principal porta de entrada para a mente da jovem Raquel, que em seus momentos de maior vulnerabilidade revisita os traumas que assombram seu passado pela reprodução das cenas e momentos que ela vivenciou.
Outro recurso utilizado de modo a despertar interesse e prender a atenção do espectador é o salto temporal em diversas direções. Os diversos pontos de vista intercalados fazem com que as perguntas não parem de surgir ao longo de todo o filme, às quais as respostas se amarram nos instantes finais do filme.
É uma produção atmosférica, abrangente, com ambientação impecável (muito graças à iluminação e fotografia) que incentiva reflexão, causa revolta e leva o espectador a uma viagem para dentro da mente de uma personagem que vivencia na pele o que por muitas vezes acaba escondido por debaixo das páginas da Bíblia, realidade que ela mesma tenta combater. Apesar da possibilidade do uso de mais tempo para desenvolvimento de alguns pontos específicos como a habitação à nova cidade, relação com o pai e até mesmo uma exploração maior dos traumas passados, é um filme que cumpre com esmero sua missão e se monta como um dos grandes longas nacionais no gênero thriller/terror, digno de todo o reconhecimento que obteve.
O terror utilizado nessa abordagem é um paralelo, inclusive, com a violência que se apresenta na forma como as mulheres são retratadas no contexto cristão, sem ter a necessidade do apelo a recursos gráficos extremos ou os esperados “sustos”. Isso sem abrir mão do suspense, muito bem executado principalmente pela montagem de som, pelas mãos do montador Guilherme Porto. A edição de áudio, inclusive, é a principal porta de entrada para a mente da jovem Raquel, que em seus momentos de maior vulnerabilidade revisita os traumas que assombram seu passado pela reprodução das cenas e momentos que ela vivenciou.
Outro recurso utilizado de modo a despertar interesse e prender a atenção do espectador é o salto temporal em diversas direções. Os diversos pontos de vista intercalados fazem com que as perguntas não parem de surgir ao longo de todo o filme, às quais as respostas se amarram nos instantes finais do filme.
É uma produção atmosférica, abrangente, com ambientação impecável (muito graças à iluminação e fotografia) que incentiva reflexão, causa revolta e leva o espectador a uma viagem para dentro da mente de uma personagem que vivencia na pele o que por muitas vezes acaba escondido por debaixo das páginas da Bíblia, realidade que ela mesma tenta combater. Apesar da possibilidade do uso de mais tempo para desenvolvimento de alguns pontos específicos como a habitação à nova cidade, relação com o pai e até mesmo uma exploração maior dos traumas passados, é um filme que cumpre com esmero sua missão e se monta como um dos grandes longas nacionais no gênero thriller/terror, digno de todo o reconhecimento que obteve.
P
Pedro Ariel26 de maio de 2025
Pedro Ariel26 de maio de 2025Adorei demais o filme "Raquel 1:1". Uma produção excelente, de ótima qualidade e com uma história bem sentimental que inclue várias referências religiosas no cotidiano.
É importantíssimo mesmo valorizar o que o brasileiro é capaz de inventar para que eles possam cada vez mais conseguir muito mais reconhecimento global. Além disso, o nosso país costuma ter muitas pessoas religiosas atualmente.
É importantíssimo mesmo valorizar o que o brasileiro é capaz de inventar para que eles possam cada vez mais conseguir muito mais reconhecimento global. Além disso, o nosso país costuma ter muitas pessoas religiosas atualmente.
R
rafaelala26 de maio de 2025
rafaelala26 de maio de 2025gostei muito da abordagem religiosa trazida em “Raquel 1:1”. o aspecto técnico é primoroso, desde a direção até a produção e a montagem, que se complementam e tornam o filme bonito de assistir.
por ser uma temática muito presente na minha vida, e que eu já consumi conteúdos à exaustão, não me surpreendeu nem chocou tanto. eu gostaria que o terror fosse mais explícito, queria entender um pouco mais da Raquel, ainda que eu goste muito de cenas silenciosas ou que “não acontece nada”, sinto que essa fórmula foi muito usada durante os 90 minutos do longa e tornou o filme maçante.
gostei também das atuações, não só da protagonista e das personagens que mais apareceram, mas especialmente da pastora (me senti dentro de uma igreja evangélica).
gosto muito da técnica usada no final! não sei se o fim, em si, me agradou tanto, mas é lindo.
por ser uma temática muito presente na minha vida, e que eu já consumi conteúdos à exaustão, não me surpreendeu nem chocou tanto. eu gostaria que o terror fosse mais explícito, queria entender um pouco mais da Raquel, ainda que eu goste muito de cenas silenciosas ou que “não acontece nada”, sinto que essa fórmula foi muito usada durante os 90 minutos do longa e tornou o filme maçante.
gostei também das atuações, não só da protagonista e das personagens que mais apareceram, mas especialmente da pastora (me senti dentro de uma igreja evangélica).
gosto muito da técnica usada no final! não sei se o fim, em si, me agradou tanto, mas é lindo.
U
User-139089071326 de maio de 2025
User-139089071326 de maio de 2025Gostei bastante do filme, retrata pontos interessantes da sociedade.
J
Julia Delboni26 de maio de 2025
Julia Delboni26 de maio de 2025O enredo de Raquel 1:1 é intrigante, de forma que mantém o espectador sempre curioso. A atmosfera do filme também é muito bem construída e comunica perfeitamente a partir dos sons e flashbacks e, mesmo com poucos diálogos.
A personagem Raquel, interpretada por Valentina Herszage, questiona a interpretação da bíblia, feita a partir de um meio masculino, evidenciando a forma como a imagem da mulher é construída nesse contexto religioso. A partir disso, Raquel lida com alguns horrores das relações sociais, como uma espécie de doutrinação.
O terror não é escancarado, e sim sutil,
reunindo elementos sobrenaturais e fazendo uma crítica social, mostrando assim a obsessão religiosa, o fanatismo e as consequências disso para a sociedade: como esse simbolismo reflete diretamente no papel social feminino.
A personagem Raquel, interpretada por Valentina Herszage, questiona a interpretação da bíblia, feita a partir de um meio masculino, evidenciando a forma como a imagem da mulher é construída nesse contexto religioso. A partir disso, Raquel lida com alguns horrores das relações sociais, como uma espécie de doutrinação.
O terror não é escancarado, e sim sutil,
reunindo elementos sobrenaturais e fazendo uma crítica social, mostrando assim a obsessão religiosa, o fanatismo e as consequências disso para a sociedade: como esse simbolismo reflete diretamente no papel social feminino.
C
Clara Rocha26 de maio de 2025
Clara Rocha26 de maio de 2025A cinematografia de "Raquel 1:1" (2022) é belíssima, me surpreendeu bastante. Outro destaque do filme vai para a montagem, que da vida ao filme ao lado da atuação da Valentina Herszage (maravilhosa como sempre, diga-se de passagem).
Senti um pouco de falta de um terror mais explícito, não necessariamente um gore ou slasher exagerado, mas algo mais (Durante debate, a diretora Mariana Bastos diz não ser muito fã desse tipo de terror, então entendo não ter. Mas também não senti tanto esse terror psicológico que ele se propôs a fazer.) Também não sei se amo o final, acho que faltaram algumas amarrações ao longo do roteiro.
Enfim. Inegável que o filme passa sim a mensagem que se propõe e a forma como ele representa essa religiosidade exacerbada (seja do cristianismo católico ou do evangélico) é muito bem feita. Me deixou com vontade de assistir mais produções nacionais que tratem desses temas.
Senti um pouco de falta de um terror mais explícito, não necessariamente um gore ou slasher exagerado, mas algo mais (Durante debate, a diretora Mariana Bastos diz não ser muito fã desse tipo de terror, então entendo não ter. Mas também não senti tanto esse terror psicológico que ele se propôs a fazer.) Também não sei se amo o final, acho que faltaram algumas amarrações ao longo do roteiro.
Enfim. Inegável que o filme passa sim a mensagem que se propõe e a forma como ele representa essa religiosidade exacerbada (seja do cristianismo católico ou do evangélico) é muito bem feita. Me deixou com vontade de assistir mais produções nacionais que tratem desses temas.
R
Rubberhose Buffon26 de maio de 2025
Rubberhose Buffon26 de maio de 2025Após uma experiência traumática e a perda da mãe, Raquel (Valentina Herszage) se muda para uma cidade interioriana junto de seu pai, buscando assim uma oportunidade para recomeçar. Ela é recebida pela população religiosa do local, mas logo começa a questionar os valores desatualizados da Igreja, o que leva a conflitos e perseguições que acabam despertando algo sobrenatural na garota.
Raquel 1:1 dialoga com dois conceitos interessantíssimos para a realidade brasileira, a violência contra as mulheres e a intolerância religiosa. Embora consiga fazer bons questionamentos e levante comparações criativas com cenas bíblicas, o comentário final é basico e incapaz de construir uma narrativa verdadeiramente interessante, problema que é ainda mais evidenciado pelas personagens.
Quase todas as figuras tem como característica principal ser crente e ponto. Eles andam crente, falam crente, peidam crente e vivem a vida quase que inteiramente voltada à religião. Eles são incapazes de conversar de qualquer coisa que não seja a fé. Para se ter uma ideia, há uma cena em que vemos uma festa organizada por essas pessoas, onde é tocado aquilo que só posso definir como funk cristão. Essa falta de personalidade faz com que a maioria dos atores entregue uma performance rasa e sem muita emoção. A exceção a regra é a própria Raquel e sua amiga Laura, que são de longe as personagens mais interessantes.
De um ponto de vista técnico, não narrativo, o longa é bem executado. Tomadas e planos capazes de nos inserir no matgal misterioso e realidade sobrenatural, uma montagem que representa bem o caos que está guardado dentro da protagonista, com um turbilhão de vozes e uma trilha sonora que remete ao sagrado e sobrenatural são os pontos altos do filme.
É curioso como um filme que tem como um dos principais temas a fé cristã utiliza de maneira bem sucedida o mesmo meio de comunicação no qual essa religião se fundou por tanto tempo: a oralidade e o som. Com os tambores sinistros, os turbilhões de vozes, os gritos e os salmos ditos em sussurros constroem um ambiente macabro.
Há talento aqui e a história tem algo a dizer, porém ainda é necessário elaborar um pouco mais a narrativa e assim criar algo que deixe de referenciar os textos sagrados e consiga virar algo digno de se louvar.
Raquel 1:1 dialoga com dois conceitos interessantíssimos para a realidade brasileira, a violência contra as mulheres e a intolerância religiosa. Embora consiga fazer bons questionamentos e levante comparações criativas com cenas bíblicas, o comentário final é basico e incapaz de construir uma narrativa verdadeiramente interessante, problema que é ainda mais evidenciado pelas personagens.
Quase todas as figuras tem como característica principal ser crente e ponto. Eles andam crente, falam crente, peidam crente e vivem a vida quase que inteiramente voltada à religião. Eles são incapazes de conversar de qualquer coisa que não seja a fé. Para se ter uma ideia, há uma cena em que vemos uma festa organizada por essas pessoas, onde é tocado aquilo que só posso definir como funk cristão. Essa falta de personalidade faz com que a maioria dos atores entregue uma performance rasa e sem muita emoção. A exceção a regra é a própria Raquel e sua amiga Laura, que são de longe as personagens mais interessantes.
De um ponto de vista técnico, não narrativo, o longa é bem executado. Tomadas e planos capazes de nos inserir no matgal misterioso e realidade sobrenatural, uma montagem que representa bem o caos que está guardado dentro da protagonista, com um turbilhão de vozes e uma trilha sonora que remete ao sagrado e sobrenatural são os pontos altos do filme.
É curioso como um filme que tem como um dos principais temas a fé cristã utiliza de maneira bem sucedida o mesmo meio de comunicação no qual essa religião se fundou por tanto tempo: a oralidade e o som. Com os tambores sinistros, os turbilhões de vozes, os gritos e os salmos ditos em sussurros constroem um ambiente macabro.
Há talento aqui e a história tem algo a dizer, porém ainda é necessário elaborar um pouco mais a narrativa e assim criar algo que deixe de referenciar os textos sagrados e consiga virar algo digno de se louvar.
G
Gi Pantuzo26 de maio de 2025
Gi Pantuzo26 de maio de 2025Muito bomm , adorei o filme
U
User-giovannabsgarcia26 de maio de 2025
User-giovannabsgarcia26 de maio de 2025Raquel 1:1 é um filme minimalista que se destaca por sua crítica ao cristianismo fanático. Mais do que uma narrativa sobre fé, Raquel 1:1 é uma denúncia sobre como o fanatismo pode se tornar uma ferramenta de opressão. A violência real – como por exemplo o namorado abusador – é ignorada, mas quando Raquel ousa propor outra leitura para a bíblia e questiona versículos preconceituosos, aí sim é o verdadeiro pecado.
O filme cria tensão ao brincar com as contradições de uma comunidade religiosa que prefere orar por Raquel do que ouvi-la.
O filme cria tensão ao brincar com as contradições de uma comunidade religiosa que prefere orar por Raquel do que ouvi-la.


