
O Enigma de Kaspar Hauser (1974)★ 7.9/10
The Enigma of Kaspar Hauser
- Drama
- História
- Biografia
Direção: Werner Herzog
Roteiro: Werner Herzog, Jakob Wassermann
Kaspar Hauser, criado em isolamento, aparece misteriosamente em Nuremberg, em 1828. O filme de Herzog acompanha sua estranha jornada enquanto ele luta para se adaptar à sociedade.
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Lisardo Quevedo26 de dezembro de 2024
2Elenco e equipe
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Bruno S.Kaspar Hauser
Walter LadengastProfessor Daumer
Brigitte MiraHaushälterin Käthe
Willy SemmelroggeCircus director
Michael KroecherLord Stanhope
Hans MusäusUnknown Man
Henry van LyckCavalry Captain
Gloria DoerFrau Hiltel
Volker PrechtelHiltel the prison guard
Herbert AchternbuschBavarian Chicken Hypnotizer
Wolfgang Bauer
Wilhelm BayerTaunting FarmboyVídeos
Ver tudo ›Prêmios · 0 prêmios, 1 indicações
Ver tudo ›- IndicadoCannes Film Festival 1975Palme d'Or · Palma de Ouro
Críticas
O
Olivesuki7720 de junho de 2025
Olivesuki7720 de junho de 2025Nesse filme, o diretor expõe como nossos sistemas de educação e socialização simplesmente não funcionam. Ele argumenta que ideias como racionalidade, lógica e linguagem não passam de construções inventadas. E ao mostrar esse sistema pelos olhos de uma pessoa de fora, ele realmente expõe sua hipocrisia inerente.
M
Mago do Filme20 de junho de 2025
Mago do Filme20 de junho de 2025O filme de Werner Herzog funciona por dois motivos. Primeiro, cada quadro está repleto de sua compaixão genuína pelos personagens, o que realmente equilibra seu estilo visual tipicamente racional. Em segundo lugar, o ator principal tem uma atuação absolutamente excepcional.
G
GBKratos28 de junho de 2022
GBKratos28 de junho de 2022O Enigma de Kaspar Hauser e suas similaridades com as ideias de Émile Durkheim
Contém spoilers
Postarei aqui minha resenha do filme "O Enigma de Kaspar Hauser" e suas similaridades com as ideias de Émile Durkheim, que fiz para a minha atividade de sociologia básica no meu curso de Gestão Pública na Universidade Federal de Campina Grande.
No filme “O Enigma de Kaspar Hauser”, obra do diretor alemão Werner Herzog de 1974, se encontra diversos paralelos com a teoria do Fato Social de Émile Durkheim, onde o todo tem uma definição muito grande na definição das partes.
O filme já se inicia nos mostrando que existe um ser humano morando em condições sobre humanas dentro de algo que mais se parece com um celeiro trancafiado completamente fora da vivência em sociedade, nos é informado de que essa pessoa que vive isolada do resto do mundo se chama Kaspar Hauser, logo no início percebemos o quão diferente é o comportamento, a forma de pensar e a percepção de tudo ao redor dessa pessoa isolada se for comparar com a de alguém que vive em determinada sociedade minimamente parecida com a que vivemos atualmente. Logo então algo acontece, uma pessoa entra nessa cela e veste Kaspar com roupas sociais e tenta de alguma forma incentivá-lo a escrever em um folha em branco, após essa tentativa ele leva Kaspar Hauser para fora da cela e começa a ensiná-lo a andar, com muitas dificuldades, é claro, já que Hauser mais parece uma casca vazia, sem nada dentro, como se ele apenas existisse e não estivesse vivendo realmente, após essa iniciativa do senhor, Hauser começou a repetir algumas palavras que essa pessoa que o ajudou dizia para ele aprender. E o filme basicamente se inicia no momento em que esse senhor leva Hauser para uma cidade e o “abandona” com uma carta no meio da cidade, onde aí então o real processo de socialização desse ser humano vazio, sem desejos e sem objetivos se inicia de verdade, onde ele terá contato com pessoas, costumes, regras e os mais variados sentimentos, como dor, prazer, alegria e tristeza. E com todos esses aprendizados ele forma seu caráter, suas opiniões e visões da sociedade que ele está inserido.
O filme é uma grande síntese do que é o pensamento do sociólogo Émile Durkheim, onde o todo tem uma definição muito grande na definição das partes, e a partir dessa visão de que a sociedade define o indivíduo podemos encontrar grandes paralelos com a situação de Kaspar Hauser, que era um ser humano que vivia a parte da sociedade com um determinado comportamento e que ao adentrar dentro de uma sociedade ele aprende os costumes, valores, a falar, se expressar e apreciar determinadas coisas que a sociedade como um todo lhe diz ser o correto, ou seja, Kaspar Hauser começou a realizar determinadas ações pois a maioria das pessoas que pertenciam aquela sociedade faziam, e para Durkheim isso é a base do que é o fato social, não é o indivíduo que molda a sociedade e sim a junção dessas partes que molda o indivíduo, por isso os fatos sociais são sempre anteriores ao indivíduo. Na parte final do filme após Kaspar conseguir moldar sua personalidade ele apresenta algumas correlações com o que Durkheim dizia em sua obra “Suicídio”, onde ele classifica tipos de suicídio, e no filme , por Kaspar ter ficado tão distante da sociedade por um período tão grande de tempo, ele aparenta diversas vezes não gostar de participar dela, demonstra estar desconectado do que é a vida real dentro de uma sociedade, que na visão de Durkheim, esse é um comportamento do suicida egoísta, como também ele tem algumas características do suicida anômico que demonstra estar em constante confusão moral e perdido no meio social.
No filme “O Enigma de Kaspar Hauser”, obra do diretor alemão Werner Herzog de 1974, se encontra diversos paralelos com a teoria do Fato Social de Émile Durkheim, onde o todo tem uma definição muito grande na definição das partes.
O filme já se inicia nos mostrando que existe um ser humano morando em condições sobre humanas dentro de algo que mais se parece com um celeiro trancafiado completamente fora da vivência em sociedade, nos é informado de que essa pessoa que vive isolada do resto do mundo se chama Kaspar Hauser, logo no início percebemos o quão diferente é o comportamento, a forma de pensar e a percepção de tudo ao redor dessa pessoa isolada se for comparar com a de alguém que vive em determinada sociedade minimamente parecida com a que vivemos atualmente. Logo então algo acontece, uma pessoa entra nessa cela e veste Kaspar com roupas sociais e tenta de alguma forma incentivá-lo a escrever em um folha em branco, após essa tentativa ele leva Kaspar Hauser para fora da cela e começa a ensiná-lo a andar, com muitas dificuldades, é claro, já que Hauser mais parece uma casca vazia, sem nada dentro, como se ele apenas existisse e não estivesse vivendo realmente, após essa iniciativa do senhor, Hauser começou a repetir algumas palavras que essa pessoa que o ajudou dizia para ele aprender. E o filme basicamente se inicia no momento em que esse senhor leva Hauser para uma cidade e o “abandona” com uma carta no meio da cidade, onde aí então o real processo de socialização desse ser humano vazio, sem desejos e sem objetivos se inicia de verdade, onde ele terá contato com pessoas, costumes, regras e os mais variados sentimentos, como dor, prazer, alegria e tristeza. E com todos esses aprendizados ele forma seu caráter, suas opiniões e visões da sociedade que ele está inserido.
O filme é uma grande síntese do que é o pensamento do sociólogo Émile Durkheim, onde o todo tem uma definição muito grande na definição das partes, e a partir dessa visão de que a sociedade define o indivíduo podemos encontrar grandes paralelos com a situação de Kaspar Hauser, que era um ser humano que vivia a parte da sociedade com um determinado comportamento e que ao adentrar dentro de uma sociedade ele aprende os costumes, valores, a falar, se expressar e apreciar determinadas coisas que a sociedade como um todo lhe diz ser o correto, ou seja, Kaspar Hauser começou a realizar determinadas ações pois a maioria das pessoas que pertenciam aquela sociedade faziam, e para Durkheim isso é a base do que é o fato social, não é o indivíduo que molda a sociedade e sim a junção dessas partes que molda o indivíduo, por isso os fatos sociais são sempre anteriores ao indivíduo. Na parte final do filme após Kaspar conseguir moldar sua personalidade ele apresenta algumas correlações com o que Durkheim dizia em sua obra “Suicídio”, onde ele classifica tipos de suicídio, e no filme , por Kaspar ter ficado tão distante da sociedade por um período tão grande de tempo, ele aparenta diversas vezes não gostar de participar dela, demonstra estar desconectado do que é a vida real dentro de uma sociedade, que na visão de Durkheim, esse é um comportamento do suicida egoísta, como também ele tem algumas características do suicida anômico que demonstra estar em constante confusão moral e perdido no meio social.
K
Kevin_Perkins18 de julho de 2025
Kevin_Perkins18 de julho de 2025La película de Werner Herzog funciona por dos motivos. Primero, cada encuadre está lleno de su genuina compasión por los personajes, lo cual equilibra su típico estilo visual racional. Segundo, el actor principal hace una actuación completamente estelar.
A
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An_Peachey18 de julho de 2025En esta película, el director expone cómo nuestros sistemas educativos y de socialización no funcionan. Argumenta que las ideas como la racionalidad, la lógica y el lenguaje no son más que construcciones inventadas. Y al mostrar este sistema a través de los ojos de un forastero, deja al descubierto su hipocresía inherente.
A
Amos_Salas18 de julho de 2025
Amos_Salas18 de julho de 2025In this film, the director exposes how our education and socialization systems just don’t work. He argues that ideas like rationality, logic, and language are nothing but made-up constructs. And by showing this system through the eyes of an outsider, he really lays bare its inherent hypocrisy.
I
Ivan_Thomas18 de julho de 2025
Ivan_Thomas18 de julho de 2025Werner Herzog's film works for two main reasons. First, every frame is filled with his genuine compassion for the characters, which really balances his typically rational visual style. Second, the lead actor gives an absolutely stellar performance.




















