Trágica Obsessão

Trágica Obsessão (1976)★ 7.5/10

Obsession

PG · US · 98 min · 1 de agosto de 1976

  • Drama
  • Mistério
  • Suspense

Direção: Brian De Palma

Roteiro: Brian De Palma, Paul Schrader

Após perder a esposa e a filha, Michael Courtland conhece na Itália Sandra Portinari, idêntica à falecida esposa, despertando nele um turbilhão de desejo e obsessão.

Elenco e equipe

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Prêmios · 0 prêmios, 2 indicações

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Críticas

Nnatan vinicius11 de outubro de 2026
Contém spoilers
Brian De Palma, em um de seus primeiros longas chuta completamente o balde e praticamente se torna completamente em Alfred Hitchcock, para fazer sua obra mais interessante e importante; já que foi ela que o permitiu fazer anos depois ainda mais obras inspiradas de forma irremediável por Hitchcock, usando dos aspectos mais arraigados das obras da filmografia de Hitchcock, como a música tema e a trilha sonora original criada por Bernard Herrmann, que colaborou com Hitchcock em “Um Corpo que Cai” (1958) e “Psicose” (1960); a trama da mulher dupla que morre e retorna ele pega de Um Corpo que Cai e reutilizaria em toda sua carreira em filmes como “Dublê de Corpo” e “Femme Fatale”; existem homenagens e inspirações aos clássicos do cinema, indo desde o cinema japonês dos anos 60 até o cinema “comercial” americanos dos anos 50 e 60, como “Céu e Inferno” (1963), de Akira Kurosawa, principalmente na primeira metade, nas cenas do sequestro “fora do cativeiro”, e nas cenas da polícia, e Hitchcock, de forma menor, com o nome de um dos personagens, o Inspetor Brie”, assim como o inspetor Oxford, de “Disque M para Matar”, a depressão no protagonista, Courtland, é latente (que segundo o Michaelis significa: O que não se vê ou que está oculto; encoberto; ou o que não foi expresso claramente, mas que se pode inferir; subentendido) e bastante óbvia nos 16 anos que se seguem do sequestro de sua esposa e de sua filha, em 1959, visitando constantemente lugares como o cemitério e a capela; enquanto fica pensando porquê ele não deu os 500.000 dólares para os sequestradores; se culpando sempre e jurando nunca mais cometer esse mesmo erro (FUTURAMENTE).

A Fotografia, do húngaro-americano, Vilmos Zsigmond, faz um ótimo trabalho em fotografias principalmente envolvendo os personagens, como quando o personagem de Cliff Robertson, o primeiro Tio Ben do cinema, lá do primeiro Homem Aranha (2002), do Sam Raimi, monta a maioria dessas cenas como quando ele visita o túmulo de sua esposa e filha; e quando ele está junto do personagem de John Lithgow, estão entre a sacada e a escada, estão olhando o horizonte a partir da vista da capela de Florença.

A trama completa é macabra e fenomenal, o Segundo Ato, começa quando Courtland se encontra com Sandra Portinari, com uma clara referência à relação futura (e incestuosa) entre os dois, já que ela pergunta ao personagem de Robertson se ele preferia manter o esboço original (a esposa de Courtland) de uma pintura que ela está restaurando, ou se ele preferia manter a obra por cima como ela já estava destruindo tudo o que estava por cima (Sandra).

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