
Dublê de Corpo (1984)★ 6.6/10
Body Double
- Crime
- Drama
- Mistério
- Suspense
Direção: Brian De Palma
Roteiro: Robert J. Avrech, Brian De Palma
A obsessão de um jovem ator por espionar uma mulher bonita que mora nas proximidades leva a uma série desconcertante de eventos com consequências drásticas.
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Críticas
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natan vinicius11 de outubro de 2026
natan vinicius11 de outubro de 2026Contém spoilers
DePalma em sua Forma mais Clássica na Década de 80, onde ele adaptou positivamente Michelangelo Antoniani, em Blow Out (uma piada até mesmo no titulo com Blow Up, trazendo um tema em comum: Um homem descobre um assassinato analisando e modificando o material bruto de uma ferramenta de sua profissão, no filme de Antoniani através da Imagem proveniente da câmera do protagonista interpretada por David Hemmings, que estende a filmagem até seu mpaximo para revelar um corpo caído no canto da filmagem; enquanto em Blow Out, de Depalma o personagem de John Travolta descobre a trama politica de assassinato ao analisar o áudio gravado durante a queda do carro. Ao escutar a fita repetidamente, ele isola um som de tiro que precede o estouro do pneu, percebendo que o acidente foi uma sabotagem criminosa).
Aqui Brian Depalma usa do estilo de Alfred Hitchcock, para construir uma trama baseada em grande parte em “Um Corpo que Cai” substituindo a Acrofobia pelo Claustrofobia do protagonista, e a Femme Fatale de Kim Novak pela personagem de Melanie Griffith, a personagem de Barbara Bel Guedes é tecnicamente substituida pela personagem de Debora Shelton, mesmo compartilhando de algumas caracteristicas com a personagem de Griffith, a principal e única similaridade que eu consegui pensar para uma pequena semelhança entre Guedes e Shelton são o fato entre as duas terem um romance passageiro e efemêro com o protagonista e praticamente sumindo da obra, Guedes por ser substituida por Novak (tanto Madeleine; quando Judy) e Shelton por Griffith; e as semelhanças entre Griffith e Novak, vem do fato delas morrerem teoricamente duas vezes e serem substituidas por alguém que fingia ser outra pessoa, assumindo uma pessoa, Griffith fingindo ser Shelton, e Novak fingindo ser Novak; além das claras referências entre o rico personagem de Gregg Henry e Tom Helmore, que escolhem fazer viagens no meio da história; para fugir ou não de seus crimes, sendo uma viagem falsa, ou não ou tendo planos bem sucedidos ou não.
Da mesma forma que Argento adaptou as teorias, formas de filmagem e revoluções de Hitchcock nos seus Giallos uma década antes de DePalma, fazendo filmes Slachers que flertam com os filmes de suspense de Hitchcock, principalmente Psicose que é mais terror, do que suspense, Depalma ainda na década de 80, adaptou mais algumas vezes Hitchcock, como quando ele fez “Vestida para Matar” de copiando e subvertendo elementos clássicos de “Psicose” e outros thrillers, além de ter um personagem que sofre de dupla personalidade, assim como o personagem de Gregory Peck em Speelbound, sendo acusado de ser um assassino (na obra de Hitchcock tentando provar não ser, e na obra de DePalma, fingir não ser, usando do fato de realmente não saber ser um assassino, e envolvendo esses transtornos psiquiátricos e ambiguidade de identidade de gênero associada a impulsos violentos, assim como Norman Bates), as semelhanças seguem com o fato de ter uma falsa protagonista assassinada precocemente no inicio da obra numa cena icônica, em Psicose na sequência do chuveiro; e em “Vestida para Matar” na sequência do museu, uma longa cena em que a “protagonista” caminha sem diálogos por galerias de arte, entregue a um jogo de sedução e tensão visual, lembra o tom hipnótico de “Um Corpo que Cai”; e movimentos de câmera fluidos e em travelling simulam o olhar de um observador oculto, marca registrada que De Palma herda dos estudos visuais de Hitchcock em títulos como Janela Indiscreta.
Tanto Argento, quanto DePalma utilizam do suspense investigativo para fluir e fazer suas obras andarem, Argento utiliza muito em “Prelúdio para Matar” (Criticas aqui: Profondo Rosso), onde tem bem mais suspense, incluindo o protagonista homem comum, que começa a ser perseguido pelo assassino, por ver o assassinato (assim como acontece em “Vestida para Matar” e “Le Samourai” (1967)).
Hitchcock, depois de seu reconhecimento internacional como ótimo autor e cineasta, principalmente pelas análises criticas da Cahiers Du Cinema e pelo Hitchcock Truffaut, começou a ser muito referenciado pelos jovens diretores da Nova Hollywood, sobretudo DePalma e Scorsese, mas ainda mencionando Spielberg (que em Tubarão (1975) usa o “Dolly Zoom”, e em “Encurralado” (1971) utiliza um exercício minimalista de pura tensão focado em um protagonista comum em perigo irracional; além de uma homenagem ao estilo de Saul Bass em “Prenda-me se For Capaz(2002) que bebe da fonte de “Anatomia de Uma Queda”, do Otto Preminger, que junto do Billy Wilder foi um dos primeiros cineastas clássicos bons a beber da fonte de Hitchcock (aliás ambos fizeram uma parceria em Inferno N. 17; ou Stalag 17 (1953)) e Scorsese (que em Cabo do Medo, até contratou o já mencionado, Saul Bass, para os títulos, que era um colaborador frequente de Hitchcock, em clássicos como Intriga Internacional, que teve títulos revolucionários transformando linhas de grade móveis minimalistas num prédio do centro da Madison Avenue em Nova Iorque.
Aqui Brian Depalma usa do estilo de Alfred Hitchcock, para construir uma trama baseada em grande parte em “Um Corpo que Cai” substituindo a Acrofobia pelo Claustrofobia do protagonista, e a Femme Fatale de Kim Novak pela personagem de Melanie Griffith, a personagem de Barbara Bel Guedes é tecnicamente substituida pela personagem de Debora Shelton, mesmo compartilhando de algumas caracteristicas com a personagem de Griffith, a principal e única similaridade que eu consegui pensar para uma pequena semelhança entre Guedes e Shelton são o fato entre as duas terem um romance passageiro e efemêro com o protagonista e praticamente sumindo da obra, Guedes por ser substituida por Novak (tanto Madeleine; quando Judy) e Shelton por Griffith; e as semelhanças entre Griffith e Novak, vem do fato delas morrerem teoricamente duas vezes e serem substituidas por alguém que fingia ser outra pessoa, assumindo uma pessoa, Griffith fingindo ser Shelton, e Novak fingindo ser Novak; além das claras referências entre o rico personagem de Gregg Henry e Tom Helmore, que escolhem fazer viagens no meio da história; para fugir ou não de seus crimes, sendo uma viagem falsa, ou não ou tendo planos bem sucedidos ou não.
Da mesma forma que Argento adaptou as teorias, formas de filmagem e revoluções de Hitchcock nos seus Giallos uma década antes de DePalma, fazendo filmes Slachers que flertam com os filmes de suspense de Hitchcock, principalmente Psicose que é mais terror, do que suspense, Depalma ainda na década de 80, adaptou mais algumas vezes Hitchcock, como quando ele fez “Vestida para Matar” de copiando e subvertendo elementos clássicos de “Psicose” e outros thrillers, além de ter um personagem que sofre de dupla personalidade, assim como o personagem de Gregory Peck em Speelbound, sendo acusado de ser um assassino (na obra de Hitchcock tentando provar não ser, e na obra de DePalma, fingir não ser, usando do fato de realmente não saber ser um assassino, e envolvendo esses transtornos psiquiátricos e ambiguidade de identidade de gênero associada a impulsos violentos, assim como Norman Bates), as semelhanças seguem com o fato de ter uma falsa protagonista assassinada precocemente no inicio da obra numa cena icônica, em Psicose na sequência do chuveiro; e em “Vestida para Matar” na sequência do museu, uma longa cena em que a “protagonista” caminha sem diálogos por galerias de arte, entregue a um jogo de sedução e tensão visual, lembra o tom hipnótico de “Um Corpo que Cai”; e movimentos de câmera fluidos e em travelling simulam o olhar de um observador oculto, marca registrada que De Palma herda dos estudos visuais de Hitchcock em títulos como Janela Indiscreta.
Tanto Argento, quanto DePalma utilizam do suspense investigativo para fluir e fazer suas obras andarem, Argento utiliza muito em “Prelúdio para Matar” (Criticas aqui: Profondo Rosso), onde tem bem mais suspense, incluindo o protagonista homem comum, que começa a ser perseguido pelo assassino, por ver o assassinato (assim como acontece em “Vestida para Matar” e “Le Samourai” (1967)).
Hitchcock, depois de seu reconhecimento internacional como ótimo autor e cineasta, principalmente pelas análises criticas da Cahiers Du Cinema e pelo Hitchcock Truffaut, começou a ser muito referenciado pelos jovens diretores da Nova Hollywood, sobretudo DePalma e Scorsese, mas ainda mencionando Spielberg (que em Tubarão (1975) usa o “Dolly Zoom”, e em “Encurralado” (1971) utiliza um exercício minimalista de pura tensão focado em um protagonista comum em perigo irracional; além de uma homenagem ao estilo de Saul Bass em “Prenda-me se For Capaz(2002) que bebe da fonte de “Anatomia de Uma Queda”, do Otto Preminger, que junto do Billy Wilder foi um dos primeiros cineastas clássicos bons a beber da fonte de Hitchcock (aliás ambos fizeram uma parceria em Inferno N. 17; ou Stalag 17 (1953)) e Scorsese (que em Cabo do Medo, até contratou o já mencionado, Saul Bass, para os títulos, que era um colaborador frequente de Hitchcock, em clássicos como Intriga Internacional, que teve títulos revolucionários transformando linhas de grade móveis minimalistas num prédio do centro da Madison Avenue em Nova Iorque.
R
Rufino.Rui21 de março de 2025
Rufino.Rui21 de março de 2025O filme efetivamente cria suspense e a trilha sonora é impressionante. A cena de perseguição no shopping é especialmente intensa, mostrando a excelente mise-en-scène do diretor. No entanto, a primeira metade se arrasta, e a segunda metade apressada cria um ritmo irregular.
R
rhymesssh7 de março de 2025
rhymesssh7 de março de 2025Os outros filmes de De Palma muitas vezes emprestam técnicas inspiradas em Hitchcock, mas o suspense geralmente é original dele. Este, no entanto, parece uma mistura descarada de Janela Indiscreta e Um Corpo que Cai, eliminando qualquer traço de originalidade. Não importa quão magistral seja o trabalho da câmera, ele sempre acaba parecendo uma imitação.
A
Andrejo Parra.22 de junho de 2025
Andrejo Parra.22 de junho de 2025Para algunos, los límites de la obsesión pueden ser confusos. Para otros, una oportunidad para sembrar el caos.
De las obras de De Palma que mejor uso del suspenso me ha generado.
Hiper recomendada.
De las obras de De Palma que mejor uso del suspenso me ha generado.
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X
Xana8tactics21 de março de 2025
Xana8tactics21 de março de 2025La película crea suspenso de forma eficaz, y la banda sonora es impactante. La escena del acecho en el centro comercial es especialmente intensa y muestra la magnífica puesta en escena del director. Sin embargo, la primera mitad se hace larga, y la precipitada segunda crea un ritmo desigual.
S
Superhéroe Del Celuloide6 de março de 2025
Superhéroe Del Celuloide6 de março de 2025Las otras películas de De Palma toman prestadas técnicas de Hitchcock, pero el suspenso suele ser 100% suyo. Esta, sin embargo, parece ser una mezcla entre La ventana indiscreta y Vértigo, esto le quita originalidad. Por muy magistral que sea el trabajo de cámara, al fin y al cabo resulta ser una simple imitación.
T
thinkmiller28 de fevereiro de 2025
thinkmiller28 de fevereiro de 2025The film effectively builds suspense, and the score is striking. The shopping mall stalking scene is especially intense, showcasing the director’s superb mise-en-scène. However, the first half drags, and the rushed second half creates uneven pacing.
R
Remigio327 de fevereiro de 2025
Remigio327 de fevereiro de 2025De Palma’s other films often borrow Hitchcockian techniques, but the suspense is usually his own. This one, however, feels like a blatant mash-up of "Rear Window" and "Vertigo," stripping away originality. No matter how masterful the camera work is, it comes off as a pale imitation.






























