
Homem Mau Dorme Bem (1960)★ 7.9/10
The Bad Sleep Well
- Crime
- Drama
- Suspense
Direção: Akira Kurosawa
Roteiro: Hideo Oguni, Eijirô Hisaita, Akira Kurosawa, Ryûzô Kikushima, Shinobu Hashimoto
Nessa adaptação moderna de "Hamlet", Kôichi Nishi entra para uma empresa japonesa, casa-se com a filha do vice-presidente e planeja vingar a morte de seu pai, descobrindo a corrupção e o engano. Enquanto ele navega pelo mundo corporativo e busca justiça, uma teia de poder e vingança se desenrola com intensidade dramática.
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Elenco e equipe
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Toshirô MifuneKôichi Nishi
Masayuki MoriPublic Corporation Vice President Iwabuchi
Kyôko KagawaYoshiko Nishi
Tatsuya MihashiTatsuo Iwabuchi
Takashi ShimuraAdministrative Officer Moriyama
Kô NishimuraContract Officer Shirai
Takeshi KatôItakura
Kamatari FujiwaraAssistant-to-the-Chief Wada
Chishû RyûPublic Prosecutor Nonaka
Seiji MiyaguchiProsecutor Okakura
Kôji MitsuiReporter A
Ken MitsudaPublic Corporation President ArimuraVídeos
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Ver tudo ›- IndicadoBerlin International Film Festival 1961Golden Berlin Bear · Golden Berlin Bear
Críticas
N
natan vinicius11 de outubro de 2026
natan vinicius11 de outubro de 2026Contém spoilers
Aqui, Akira Kurosawa continua a adaptar as obras do famoso dramaturgo britânico, William Shakespeare, adaptando Hamlet para a cultura japonesa e suas tradições; o famoso autor adaptava seus teatros para os livros, e seus livros para o teatro, tendo uma obra completa de forma exemplar e eficaz.
Em “Homem Mau, Dorme Bem”, Kurosawa chega muito perto de uma adaptação perfeita, mas no meio da obra, ele escolhe assumir uma direção maximalista, principalmente na cena de vinte minutos do casamento, para no futuro espelhar uma vingança consideravelmente minimalista para o resto das obras maiores como seus épicos da década de 80, Ran e Kagemusha; após essa cena do casamento, ele retorna a uma direção minimalista em todo o resto de sua longa duração de 2h20m. Toda a vingança do protagonista parte da ideia das pessoas não o reconhecerem, já que ele é extremamente parecido como homem da fotografia de seu pai, ainda mais quando ele resolve parar de ser discreto e encomendar o prédio sede da companhia que seu sogro é presidente no bolo de seu casamento, com uma rosa na janela onde seu pai foi jogado para emular um suicidio; Esse protagonista é o que mais difere dos outros protagonista dessa primeira ou segunda fase de ouro do Kurosawa na década de 60, Koichi Nishi, interpretado por Toshiro Mifune (bastante diferente em aparência dos trabalho que ele fez anos antes em Sete Samurais, ou em um ano depois com Yojimbo), ele é um dos dois atores de confiança de Kurosawa e o principal desta fase de ouro, lá para frente da filmografia sendo substituido pelo segundo ator de confiança Tatsuya Nakadai, que eu acho um ator melhor e até mesmo mais dramático, as semelhanças e diferenças ficam ainda mais aparente numa das melhores obras de Kurosawa, “Céu e Inferno”, de 1963, onde os dois atuam juntos, Mifune como o rico executivo (da companhia de sapatos) protagonista e Nakadai como o Inspetor-Chefe Tokura, e é exatamente Nakadai quem traz um equilíbrio analítico e centrado o que eu prefiro para álem da intensidade emocional e o desespero do personagem de Mifune.
A Trama é uma adaptação de “Hamlet”, por parte de Kurosawam que faz com mestria, assim como ele fez quando adaptou “Macbeth” em “Trono Manchado de Sangue”, e “Rei Lear” no superior “Ran”, de 1985; Na Terceira Fase de Ouro de Kurosawa (Iniciada por “Kagemusha” e finalizada no onírico “Sonhos”, confesso ainda ter que ver “Rapsódia de Agosto”, para ver se se trata de uma obra-prima que finalize de uma forma mais americanizada (com até mesmo Richard Gere num papel de destaque) esta fase tardia do Kurosawa)
Em “Homem Mau, Dorme Bem”, Kurosawa chega muito perto de uma adaptação perfeita, mas no meio da obra, ele escolhe assumir uma direção maximalista, principalmente na cena de vinte minutos do casamento, para no futuro espelhar uma vingança consideravelmente minimalista para o resto das obras maiores como seus épicos da década de 80, Ran e Kagemusha; após essa cena do casamento, ele retorna a uma direção minimalista em todo o resto de sua longa duração de 2h20m. Toda a vingança do protagonista parte da ideia das pessoas não o reconhecerem, já que ele é extremamente parecido como homem da fotografia de seu pai, ainda mais quando ele resolve parar de ser discreto e encomendar o prédio sede da companhia que seu sogro é presidente no bolo de seu casamento, com uma rosa na janela onde seu pai foi jogado para emular um suicidio; Esse protagonista é o que mais difere dos outros protagonista dessa primeira ou segunda fase de ouro do Kurosawa na década de 60, Koichi Nishi, interpretado por Toshiro Mifune (bastante diferente em aparência dos trabalho que ele fez anos antes em Sete Samurais, ou em um ano depois com Yojimbo), ele é um dos dois atores de confiança de Kurosawa e o principal desta fase de ouro, lá para frente da filmografia sendo substituido pelo segundo ator de confiança Tatsuya Nakadai, que eu acho um ator melhor e até mesmo mais dramático, as semelhanças e diferenças ficam ainda mais aparente numa das melhores obras de Kurosawa, “Céu e Inferno”, de 1963, onde os dois atuam juntos, Mifune como o rico executivo (da companhia de sapatos) protagonista e Nakadai como o Inspetor-Chefe Tokura, e é exatamente Nakadai quem traz um equilíbrio analítico e centrado o que eu prefiro para álem da intensidade emocional e o desespero do personagem de Mifune.
A Trama é uma adaptação de “Hamlet”, por parte de Kurosawam que faz com mestria, assim como ele fez quando adaptou “Macbeth” em “Trono Manchado de Sangue”, e “Rei Lear” no superior “Ran”, de 1985; Na Terceira Fase de Ouro de Kurosawa (Iniciada por “Kagemusha” e finalizada no onírico “Sonhos”, confesso ainda ter que ver “Rapsódia de Agosto”, para ver se se trata de uma obra-prima que finalize de uma forma mais americanizada (com até mesmo Richard Gere num papel de destaque) esta fase tardia do Kurosawa)












